Vídeos do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), sobre uma medida que estabelece “controle” de quem chega à Capital catarinense por meio da Rodoviária Rita Maria, tiveram uma repercussão em âmbito nacional, não só no que diz respeito à imprensa, mas também a órgãos federais. Nesta quinta-feira (6), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do governo federal, se pronunciou sobre o assunto.
A pasta afirmou que “repudia qualquer política ou prática discriminatória contra a população em situação de rua ou qualquer outro público em situação de vulnerabilidade”.
“O MDS está em contato com o Conselho Municipal de Assistência Social para acompanhar o caso”, disse, em nota.
Além disso, a pasta apontou que o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) foram acionados “por representantes locais, e as autoridades competentes já adotaram as providências necessárias para assegurar o respeito aos direitos e à dignidade dessas pessoas”.
Isso quer dizer, segundo ele, que quem desembarcar dos ônibus e não tiver vínculo com a cidade, seja com um trabalho pré-estabelecido ou uma residência, terá a “passagem de volta” para a cidade de origem concedida pela prefeitura.
Neste vídeo, Topázio ainda diz que a medida serve para “manter a ordem e as regras na cidade”, e que quem desembarca em Florianópolis “deve respeitar as nossas regras e a nossa cultura”.
Durante a semana, o vídeo, publicado em redes sociais, repercutiu negativamente na internet. Então, na quarta-feira (5), Topázio fez uma nova postagem, reafirmando sua posição.
Como justificativa, o prefeito de Florianópolis afirmou que a cidade “não quer ser depósito de pessoas em situação de rua”.
Topázio afirmou, nesta quinta-feira, que prefeitura atua para dar informações e “resgatar o vínculo” das pessoas em situação de rua com as suas famílias, fazendo abordagens apenas quando identifica que elas estejam “sem rumo”.
— Quando você tem ali o salão de desembarque, tem pessoas que chegam ali e não sabem nem para onde vão. Pessoas que estão totalmente perdidas. Nós estamos ali para ajudar. E é dessa forma que a gente faz. Não existe nada de bloquear a entrada das pessoas na cidade — falou o prefeito.






