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Congresso de Prefeitos calculará emissão de poluentes e terá ações de compensação ambiental

Joares Ponticelli, presidente da FECAM (Crédito: Mafalda Press)

Organização do evento trabalha para atender critérios sustentáveis e, futuramente, obter o certificado ISO 20121. Os resíduos sólidos orgânicos serão transformados em adubo e uma série de medidas aplicadas para minimizar impactos ambientais.

 

A Federação Catarinense de Municípios (FECAM) organiza a 17ª edição do Congresso de Prefeitos com olhar atento em ações focadas em sustentabilidade. A preocupação da comissão organizadora é que produtos, serviços e rotinas do Congresso atendam exigências mínimas e cuidados sustentáveis, que causem menos impacto ao meio ambiente, economia e bem social.

 

“Será um Congresso sustentável, inovador e preocupado com a eficiência na gestão pública. Vamos adotar na prática, e não apenas no discurso, a direção da sustentabilidade em nossos municípios, pois precisamos efetivamente empreender ações que vão cuidar da natureza e melhorar a rotina das prefeituras”, destaca o presidente da FECAM, prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli.

 

O coordenador do evento, economista da FECAM Alison Fiuza, comenta que o certificado internacional que atesta eventos como sustentáveis é o ISO 20121. Nesta edição, o Congresso de Prefeitos catarinenses fará um ensaio para que, na próxima edição, em 2021, o evento busque formalmente a certificação. “Temos toda uma burocracia a cumprir e seguiremos, daqui para frente, formalmente para esse caminho”, destaca.

 

Começará na recepção a demonstração de cuidado: crachás produzidos com papel semente para plantio, copos ecológicos, blocos, bolsas de materiais recicláveis e sustentáveis. “Não temos como controlar tudo pois receberemos uma multidão, de público e expositores, com diferentes pensamentos. Apesar disso, vamos começar com o exemplo, esperando que essa prática seja reconhecida e difundida pelos gestores municipais”, acrescenta o coordenador geral.

 

A FECAM contratou empresa especializada para que todos os resíduos sólidos orgânicos gerados no Congresso sejam recolhidos com objetivo de transformar em adubo. Outra frente de ação sustentável será o cálculo de estimativa de emissão de poluentes e de crédito de carbono emitido durante o evento. O objetivo é quantificar a redução da emissão de gases de efeito estufa.

 

O cálculo de potencial poluidor de um evento, com mais de três participantes por exemplo, pode se apresentar positivo ou negativo e ações como a compostagem dos resíduos sólidos orgânicos e a distribuição de mudas aos participantes tendem a auxiliar na compensação. Para índices de cálculo, considera-se principalmente o transporte dos participantes de suas bases até o evento e o volume de alimentos gerados durante todos os dias. Em parceria com a FECAM, milhares de mudas frutíferas foram cedidas pelo Horto Florestal da empresa Engie em Capivari de Baixo e o Horto Municipal da Prefeitura de São José.

 

A empresa Agroecológica fará todo o gerenciamento da coleta seletiva e tratamento de resíduos sólidos gerados – restos de alimentos do buffet de restaurante, e da praça de alimentação, por exemplo. Os resíduos serão coletados e destinados a compostagem. A ação cumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com base na Lei 12.305/2010.

 

Diariamente, serão disponibilizadas doze bombonas de 50 litros para recolhimento dos restos do Congresso de Prefeitos. O coordenador do Congresso explica que todos os resíduos orgânicos serão coletados e a empresa prestadora do serviço emitirá uma declaração de desvio de lixo do aterro sanitário. A sustentabilidade desta ação, explica o engenheiro agrônomo, diretor da Agroecológica Serviços Ambientais, João Manoel de Oliveira Campêlo, acontece em função do processo de compostagem gerar Co2 (gás carbônico), com base na reciclagem e geração de adubo. “Já o destino aos aterros gera gás metano (CH4), responsável pelo efeito estufa e com potencial risco de contaminar lençol freático e deixar de gerar adubo para manter a economia circular”, acrescenta.

 

Do recolhimento ao produto final – o adubo – são quatro meses de espera. Apesar disso, ao fim do evento, será disponibilizado aos prefeitos um saco de adubo com informações sobre o processo de compostagem proposto e o reforço da mensagem que todo resíduo sólido produzido no evento pode ser transformado em material útil, sustentável.

Foto: Mafalda Press

Por Flavia Mota

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