O escritor Augusto Cury (Avante), que disputou a Presidência da República nas eleições de 2026, decidiu apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O entendimento foi firmado nesta quinta-feira (8), quatro dias depois da votação que definiu os dois finalistas.
Terceiro colocado na disputa, Cury apresentou uma série de compromissos políticos antes de anunciar sua posição. A aproximação foi consolidada após uma conversa com Flávio Bolsonaro, que assinou um documento reunindo propostas e diretrizes defendidas pelo escritor.
Compromissos para o segundo turno
O documento, denominado “Termo de Compromisso Público com o Brasil”, reúne oito pontos. Entre os temas apresentados estão a pacificação nacional e mudanças nas regras de reeleição para a Presidência da República.
A decisão marca uma mudança de posicionamento de Augusto Cury, que vinha defendendo o diálogo com os candidatos antes de declarar apoio. Ao longo da campanha, o escritor destacou propostas relacionadas à educação, à saúde, à proteção de mulheres e crianças e à redução da polarização política.
Terceiro colocado na eleição presidencial
No primeiro turno, realizado no domingo (4), Augusto Cury conquistou 3.448.569 votos, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, e terminou na terceira colocação.
Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Os dois candidatos voltam às urnas no dia 25 de outubro para a definição da Presidência da República.
Apoio movimenta a disputa
A manifestação de Cury ocorre em meio às articulações políticas para o segundo turno. Com a diferença apertada registrada na primeira votação, os candidatos buscam ampliar alianças e conquistar o eleitorado de quem não avançou à etapa final.
Embora o apoio represente um reforço político para Flávio Bolsonaro, a transferência dos votos recebidos por Augusto Cury não é automática. A decisão de cada eleitor será conhecida somente nas urnas, em 25 de outubro.