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Um problema de peso

Um docinho aqui, um salgadinho ali e, quando menos se espera, as crianças se mostram avessas a uma alimentação saudável. É cada vez mais comum a luta dos pais para que os filhos mantenham uma alimentação saudável. Consequência disso, é uma das doenças que mais preocupa os órgãos de saúde na atualidade: a obesidade infantil.

Fontes recentes do Ministério da Saúde apontam que crianças acima do peso possuem 75% mais chance de serem adolescentes obesos. Além disso, a obesidade infantil tem um impacto negativo na saúde da vida adulta. É considerada uma doença crônica, e uma vez instalada mais difícil fica reverter o quadro.

Normalmente a obesidade é ocasionada por hábitos alimentares inadequados conforme alerta a nutricionista do setor de Medicina Preventiva da Unimed Chapecó, Leirisani Riboli Damo. “Mas, a criança não pode ser responsabilizada, pois quem oferta os alimentos são os adultos. Os valores que os pais têm com relação a alimentação são os valores que serão repassados aos filhos. Então é essencial que a família esteja envolvida no tratamento para aumentar as chances de adesão e sucesso” informa ela referindo-se à forma de tratar a doença.

Leirisani complementa ao orientar que deve-se controlar a ingestão calórica das crianças, utilizando alimentos com alto valor nutricional, ricos em vitaminas e minerais, e pobres em gorduras e açúcares. A redução lenta do tamanho das porções também é, segundo ela, uma forma fácil de diminuir o conteúdo calórico total. “A orientação é preferir a ingestão de frutas em decorrência do maior teor de fibras e evitar sucos artificiais ou de frutas devido ao risco de alto consumo calórico. Alimentos como laticínios, vegetais folhosos, leguminosas e frutas ricas em fibras dão mais saciedade e são as melhores opções de escolha”, destaca.

Leirisani Riboli Damo, nutricionista do setor de Medicina Preventiva da Unimed Chapecó

ACOMPANHAMENTO

O fato é que não há como tratar a obesidade sem uma atuação em conjunto, que envolva uma equipe interdisciplinar, a família e a escola. Leirisani explica que a base do tratamento é multidisciplinar pois visa: perda de peso, melhora de parâmetros clínicos e mudanças de hábitos alimentares inadequados. Já as orientações nutricionais são uma parte essencial do tratamento, pois direcionam as escolhas alimentares.

“O nutricionista auxiliará na mudança de hábitos alimentares não só da criança, mas de toda a família. A atividade física é considerada fundamental na perda e manutenção do peso. A criança deve ser incentivada a realizar exercícios e se manter ativa, então, o acompanhamento com um educador físico também é indicado”, orienta destacando que os profissionais devem trabalhar para encontrar a melhor estratégia para o paciente, levando em conta suas características pessoais.

 

Texto: Andressa Recchia/Unimed Chapecó

POR MARCOS A. BEDIN

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