Esta semana a Secretaria da Saúde de Santa Catarina alertou para a necessidade de intensificar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença, que continua sendo um desafio para a saúde pública brasileira — mesmo sendo curável.
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos. A transmissão ocorre por vias respiratórias, durante a fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão tosse persistente por mais de duas ou três semanas, febre no fim do dia, suores noturnos, cansaço e perda de peso.
Vacina BCG continua essencial para prevenir formas graves
A vacina BCG, aplicada logo após o nascimento, é a principal forma de proteção contra as formas mais graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar — especialmente perigosas em bebês e crianças pequenas.
A vacina BCG, aplicada logo após o nascimento, é a principal forma de proteção contra as formas mais graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar — especialmente perigosas em bebês e crianças pequenas.
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Em Santa Catarina, 83,18% das crianças menores de um ano já receberam o imunizante entre janeiro e novembro de 2025.
“Identificar precocemente a doença é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e garantir maiores chances de cura. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são essenciais para a recuperação do paciente e para a redução do risco de contaminação de outras pessoas”, ressalta João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
Tratamento é gratuito pelo SUS
O tratamento da tuberculose está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e consiste em uma combinação de antibióticos, administrados por um período que varia de seis meses a um ano, conforme a forma da doença. A adesão completa ao tratamento é essencial para a cura e para evitar o desenvolvimento de cepas resistentes.
A SES reforça ainda a importância da mobilização da sociedade no enfrentamento à doença. Buscar atendimento diante de sintomas suspeitos e apoiar pessoas em tratamento são ações fundamentais para o controle da tuberculose no estado.
Números da tuberculose em Santa Catarina
O Brasil está entre os 30 países com maior número de casos de tuberculose e de coinfecção tuberculose-HIV.
Em Santa Catarina, somente em 2024, foram registrados:
- 2.339 novos casos de tuberculose.
- 1.979 casos na forma pulmonar.
- Incidência de 29 casos por 100 mil habitantes.
- 88% dos pacientes realizaram teste para HIV.
- 14,3% dos casos apresentaram coinfecção tuberculose/HIV.
Além disso, em 2022, 28 municípios catarinenses foram reconhecidos por atingir metas nacionais de diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose.






