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Dança flamenca e conversa sobre arte em São Joaquim marcam o encerramento da exposição Antes-Tempo

O último fim de semana da mostra da artista Lela Martorano, em São Joaquim, será marcado por duas atividades: o encontro Pátio da Memória, no sábado, e uma performance de dança flamenca, no domingo. A entrada é gratuita

 

 

O próximo fim de semana, dias 28 e 29 de julho (sábado e domingo) é a última oportunidade para visitar a exposição Antes-Tempo, da artista Lela Martorano, em São Joaquim.Para marcar o encerramento da exposição, serão oferecidas duas atividades gratuitas e abertas a todos os interessados. No sábado, às 15h, acontece a conversa Pátio da Memória– a experiência da arte e o cotidiano, com a curadora e diretora de arte Vanessa Schultz. Já no domingo, às 16h, a artista Lela Martorano – que também atua na dança, as bailadoras Marina Carmona e Carol Carvalho, o guitarrista Pedro Guedes e o percussionista joaquinense Rafael Seifert fazem uma apresentação de dança flamenca.

Pátio da Memória – a experiência da arte e o cotidiano na exposição Antes-Tempo é uma atividade dedicada a todos os interessados em debater e refletir sobre arte, experiências e cotidiano. A partir de sua pesquisa acadêmica e prática profissional, a curadora e diretora de arte Vanessa Schultz vai abordar as relações entre obra de arte e público, a vida cotidiana, o tempo e de que matéria são feitas as produções artísticas. Responsável pela identidade visual e design gráfico da exposição Antes-TempoVanessa é mestre em artes visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UDESC e também atua como diretora de arte especializada em publicações de artista. A conversa sobre arte contemporânea e educação é uma das ações que integram o projeto educativo da exposição Antes-Tempo. A partir de diferentes pontos de vista propiciados pela arte contemporânea, são abordadas as relações entre obra de arte e público, memória e cidade, fotografia e arte. 

A apresentação de Dança Flamenca, que acontece no domingo, às 16h, será uma experiência performática ao ritmo das seguiriyas – um estilo profundo e expressivo que está entre as formas mais tradicionais e importantes da dança flamenca. As bailaoras Lela MartoranoMarina Carmona e Carol Carvalho serão acompanhadas pelos músicos Pedro Guedes (guitarra flamenca) e Rafael Seifert (percussão).

Sobre a exposição Antes-Tempo

 

 

Até o dia 29 de julho de 2018, a cidade de São Joaquim, na Serra Catarinense, recebe a exposição Antes-Tempo, da artista Lela MartoranoDesde sua abertura, em 23 de junho, mais de 700 pessoas visitaram a exposição. A visitação é gratuita.

Partindo de uma pesquisa de fotografias antigas em álbuns de famílias joaquinenses e nos arquivos do Museu Histórico Assis Chateaubriand, a artista selecionou imagens e criou uma série de obras impressas em papel tipo lambe-lambe, “fotos-vídeo“, caixas de luzselos postais e uma instalação com retratos originais, feitos com a antiga técnica da fotopintura.

Contemplado no Prêmio Elisabete Anderle de estímulo à cultura 2017/2018, da Fundação Catarinense de CulturaAntes-Tempo é um projeto artístico que envolve a participação da comunidade e promove um exercício de autorreconhecimento, de identidade e de memória da cidade. Imagens antigas com cenas cotidianas, fotos de viagens, paisagens, ambientes familiares, retratos de família, costumes e festejos – que fazem parte de uma herança cultural e histórica – adquiriram novas configurações estéticas e novos significados nesta exposição.

A escolha do próprio espaço expositivo – uma casa “abandonada” no centro da cidadeconsiderada patrimônio arquitetônico da cidade (quase inexistente e pouco valorizado) – estabelece uma nova relação cultural na cidade: antes local de residência, a casa deixa temporariamente de ser privada e passa ser pública. Construída no início do século XXentre os anos de 1925 e 1926, a casa pertence à família de Gregório Cruz, que foi prefeito do município entre 1936 e 1941. Localizada próxima à Igreja Matriz, a casa possui as características arquitetônicas da sua época: oitões de cornijas rendilhadas, janelas envidraçadas tipo guilhotina e cumeeiras pontiagudas. Atualmente, encontra-se vazia e em estado de abandono, sofrendo as intempéries do tempo e cultivando o imaginário local com lendas sobre “a casa mal assombrada“. A realização da exposição neste espaço também evoca as memórias coletivas e provoca o público a refletir sobre a própria história da cidade e o patrimônio local.

Serviço – Encerramento da exposição Antes-Tempo

  • Dia 28 de julho (sábado), às 15h

Pátio da Memória –  a experiência da arte e o cotidiano na exposição Antes-Tempo

Com a diretora de arte Vanessa Schultz

 

  • Dia 29 de julho (domingo), às 16h 

Dança Flamenca

Com as bailaoras Lela MartoranoMarina Carmona e Carol Carvalhoacompanhadas pelos músicos Pedro Guedes (guitarra flamenca) e Rafael Seifert (percussão).

Exposição Antes-Tempo, de Lela Martorano

Até o dia 29 de julho de 2018 – ÚLTIMOS DIAS

Visitação: de terça a sexta, das 10h às 12h e das 14h às 19h; sábados e domingos, das 14h às 18h

Local: Casa Gregório Cruz – Rua Juvenal Matos, 125 (próximo à Igreja Matriz) – São Joaquim/SC

Entrada franca

Visitas mediadaspara grupos com, no mínimo, 10 pessoas. O agendamento pode ser feito pelo email exposicaoantestempo@gmail.com ou pelo telefone 49 9 91398299 (com Natália).

Ficha Técnica

Artista: Lela Martorano

Produção: Natália Martorano Salvador

Design Gráfico: Vanessa Schultz

Montagem: Leo Romão

Projeto educativo: Carolina Votto

Agradecimentos: Estela Norma Pereira Campos, Nara Martorano Vieira, Eunice Martorano, Yolanda Bathke, Ângela Bathke, Irene Pereira Borges, Maria de Lourdes Hugen Souza, Elizabeth Vieira Mattos (acervo Teófilo Mattos), Museu Histórico Assis Chateaubriand, Agnaldo Dutra Rodrigues e Glauco Silvestre

Financiamento: Projeto contemplado no Prêmio Elisabete Anderle de estímulo à cultura 2017/2018 – Fundação Catarinense de Cultura

Sobre a artista

Lela Martorano utiliza a linguagem da fotografia para refletir sobre a passagem do tempo e questionar a capacidade da memória em guardar as lembranças e recordações de forma objetiva. Suas obras fazem um cruzamento de tempos, passado e presente, memórias e histórias, que refletem sensações e emoções operadas pela memória. Investigando a imagem e sua projeção, a artista transita entre a fotografia e a videoinstalação, construída, muitas vezes, com a utilização de dispositivos analógicos. A apropriação de slides e filmes super-8 – produzidos pelo seu pai e fotógrafo amador na década de 70 – constituiu a base para o desenvolvimento desse processo.

A artista nasceu em São Joaquim, em 1974. Atualmente, vive e trabalha em Florianópolis. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Lela Martorano é doutora em “Linguagens e Poéticas na Arte Contemporânea” pela Universidade de Granada/Espanha. Suas principais exposições individuais são: Longe. Estado Indefinido (Antinoo Fine Art, Málaga/Espanha e Galeria de Arte Pedro Paulo Vecchietti, Florianópolis/SC, 2016-2017), Mar de Dentro (Fundação Cultural BADESC, Florianópolis/SC e Mela Chu Gallery, Colônia/Alemanha, 2012), Olhos D’Água (Galería Arrabal & Cia, Granada/Espanha, 2012), Da memória e seus lapsos (Museu da Imagem e do Som, Florianópolis/SC, 2000), Cidades Inventadas (Museu Vitor Meirelles, Florianópolis, 2005) e Transportas (Circuito Catarinense de Artes Plásticas do SESC, 2004 e Cádiz/Espanha, 2006). Participa também de importantes exposições coletivas na Argentina, Chile, Brasil e Europa, dentre as quais se destaca Fotografia(s) Contemporânea Brasileira: Imagens, Vestígios e Ruídos (Florianópolis/SC, 2014).

Saiba mais sobre a artista em https://lelamartorano.com/

Por Adriana Martorano

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