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Empresários pedem ao ministro Lummertz menos impostos a produção de vinhos

A pesada carga tributária que incide sobre as vinícolas e a produção de vinhos como o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social –Cofins e o Programa Integração Caixa Social – PIS, que fazem com que a tributação sobre o vinho nacional chegue a 58,29% do custo de produção, foi uma das reivindicações dos empresários donos de vinícolas da Serra Catarinense ao ministro do Turismo Vinicius Lummertz, durante visita a São Joaquim, na tarde desta sexta-feira (27).

Ao recepcionar, num almoço regado a vinhos finos, o ministro, sua comitiva, políticos e convidados, o empresário Saul Bianco, dono da vinícola Leone di Venezia falou de sua origem, sobre o empreendimento em enologia e lamentou que a carga tributária seja tão pesada no Brasil.

“Precisamos reduzir a carga tributária para que nossos vinhos sejam mais competitivos, porque os vinhos importados do Chile e Argentina são produzidos praticamente sem impostos. Por isso chegam tão baratos no mercado nacional”, declarou.

O prefeito de São Joaquim, Giovani Nunes, falou da importância da integração dos municípios para implantar os roteiros do enoturismo e reforçou o pedido para que o ministro, que é catarinense, ajude a Serra Catarinense. O prefeito protocolou dois ofícios com o ministro. Por mais de 30 minutos, o ministro falou de assuntos como a integração regional de negócios, a importância de obras de artes cênicas, das belezas da Serra Catarinense.

“A nossa percepção em Santa Catarina, ainda é que o turismo é um polo passivo da economia. Mas o turismo é uma parte ativa, geradora de riquezas, não gera acumulação de capital e por isso temos de intensificar a atividade”, defendeu. Ele observou que ano passado, um em cada cinco empregos no mundo foram gerados pelo turismo.

Presenteado com vinhos premiados, o ministro visitou também a vinícola Villa Francioni e foi recebido por uma das proprietárias, Adriana Borges de Freitas. Depois conheceu a vinícola D’Alture, do empresário Don Roberto Chaves.


Por Oneris Lopes 

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