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Banco da Família – Microcrédito e cidadania

Santa Catarina reúne características que tornam o Estado diferenciado, entre elas, a diversidade étnica e cultural que, por sua vez, gerou vocações econômicas regionais diversificadas. Outro destaque é o DNA empreendedor, mas que perderia a força se não houvesse por trás um forte componente: o microcrédito. Novamente, somos destaques, sendo o Estado pioneiro e líder nesta modalidade de financiamentos no país, com acesso facilitado ao crédito e juros menores aos do mercado comercial. Em quase duas décadas, foram R$ 2,6 bilhões movimentados em 775.266 operações realizadas pelas organizações que operam o microcrédito em SC.

Boa parte dessa imagem de celeiro do empreendedorismo e dos bons indicadores socioeconômicos que Santa Catarina tem deve-se ao sistema de microcrédito, já que são as micro e pequenas empresas as maiores geradoras de emprego e de distribuição de renda. No período de 19 anos, foram mais de 563,3 mil postos de trabalho gerados, mantidos ou beneficiados por causa do microcrédito.

Nesse cenário, o Banco da Família, instituição sem fins lucrativos especializada em microfinanças, que está completando 20 anos agora em outubro, também se orgulha do pioneirismo e dos resultados alcançados: mais de R$ 720 milhões em crédito concedidos para cerca de 275 mil pessoas. E, se comumente o microcrédito é associado diretamente ao empreendedorismo, também vamos além, oferecendo a possibilidade de inserir as pessoas em um contexto de desenvolvimento social por meio de linhas de microcrédito que visam atender necessidades básicas como saneamento e moradia. Não é por acaso que acabamos de ser classificados como a melhor instituição de microfinanças da América Latina pelo Microrate, agência especializada em avaliação de desempenho e risco.

No momento atual, de economia desaquecida e com uma legião de 13 milhões de desempregados, o microcrédito ganha importância ainda maior. Aqueles que perderam a fonte principal de renda ou têm um negócio informal para complementar o orçamento encontram nas organizações como o Banco da Família o apoio que precisam: recursos mais acessíveis, com menor burocracia. Em outras palavras: novamente, em Santa Catarina, o DNA empreendedor não está apenas nas pessoas e, sim, também nas instituições, que neste caso fomentam, além do negócio, a melhora da cidadania e da qualidade de vida dos catarinenses.

Por Carla Pessotto

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