in ,

Queimadas em São Joaquim estão sem controle

A reportagem de Capa do Correio Lageano, desta sexta-feira (23), destaca que as queimadas em São Joaquim estão sem de controle.

Em 30 dias foram registradas 26 ocorrências de incêndios. “Nossas principais dificuldades em atender as ocorrências de queimadas, são o número reduzido de efetivo de bombeiros militares, encaramos terrenos acidentados, muita fumaça toxica, hoje temos equipamentos melhores para o combate, antigamente possuíamos apenas abafadores de borracha, isso exigia um esforço físico maior”, Revelou Sargento Maciel, bombeiro há 25 anos.

Outro fator que atrapalha é a extensão territorial de São Joaquim, se acontecem dois incêndios simultâneos, a guarnição precisa escolher o que oferece mais risco, eles atendem ocorrências que estejam oferecendo perigo a residências, e propriedades rurais, o perímetro urbano tem preferência.

 

No dia em que aconteceu o incêndio no depósito de bins de maçã na empresa Serra Frutas, estavam de serviço apenas três bombeiros militares, porém diversos bombeiros que estavam de folga e bombeiros comunitários se uniram para auxiliar no combate ás chamas. Sendo o terceiro combate no mesmo dia relacionado as queimadas. No ano de 2018 o recorde foi registrado no mês de setembro 14 incêndios foram atendidos em apenas dois dias.

A Polícia Ambiental respondeu que quem não apresenta o documento com a liberação para realizar esse tipo de tratamento de solo, responde judicialmente pelo ato, além de se tratar de uma infração punível com multa de R$ 1 mil por hectare ou fração e, tanto a PMA quanto o Instituto do Meio Ambiente (IMA) podem realizar a autuação.

O engenheiro florestal, doutor em manejo florestal, Thiago Floriani Stepka explica que o uso do fogo na agricultura vem desde a agricultura rudimentar. Entretanto, o profissional ressalta, que este procedimento não deve ser feito todo o ano, porque, assim, torna-se mais prejudicial do que favorável. Com a queimada realizada de forma descontrolada, é possível expor o solo à erosão, desprendimento de carbono – o que acaba causando poluição – e vai ocasionando a erosão mais acentuada do solo.

Em Santa Catarina, a Serra Catarinense é o local onde mais são realizadas queimadas. Isto porque, na região, esta é uma técnica cultural. “Vem de um conhecimento empírico, passado de gerações. Claro que tem seus benefícios, como o controle de plantas daninhas e outras ervas. Mas se é feita todo ano, causa mais dano que benefícios”, ressalta Thiago.

Veja a matéria completa pelo site do Correio Lageano: clmais.com.br

   Imagens Dionata Costa

One Comment

Leave a Reply

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Ciclo de atualização técnica na cultura da macieira orienta produtores em São Joaquim

Obra inacabada deixa carros e até ônibus se desmanchando no Caminhos da Neve