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Alerta: Biólogo Bruno Hartmann da dicas de como se proteger dos animais peçonhentos

Com o aumento das temperaturas começam a sair de seus esconderijos varias espécies de animais entre eles as serpentes que por serem répteis e não terem a capacidade de regular a temperatura de seu corpo (pecilotérmico) ficam mais escondidos durante as épocas de frio. Mas com a mudança de temperatura, com o calor eles saem em busca de alimentos e parceiros para a reprodução.
Para quem encontrar alguma serpente no caminho, em casa, no sítio ou em qualquer outro lugar, vamos dar dicas através do Biólogo Bruno Hartmann, cuidados que se deve ter  para que não ocorram acidentes e ninguém saia ferido.

Saiba como se proteger dos animais peçonhentos: 

Manter sempre a grama bem cortada, se tiver entulhos, lenhas, materiais de construção, etc.. no terreno sempre manter envolto em algum plástico isso evita que os animais procurem abrigo naquele local.

Colocar em baixo das portas aquelas “cobras” de areia,
Botar telas nos ralos dos banheiros ou aonde tiver acesso para dentro de casa.

Se mesmo com essas cuidados aparecer algum visitante  desejado o ideal é não matar mas chamar algum órgão competente que possa fazer o resgate do animal e posteriormente a soltura em seu habitat natural.
Se for no sítio, chácaras, etc.. deixa o animal seguir o caminho dele. Lembrando sempre que eles têm mais medo de nós do que nós deles.

Alguns gêneros das espécies peçonhentas mais comuns que temos na região:

Imagem Divulgação

Micrurus (coral verdadeira), apesar de ser considerada umas das serpentes mais venenosas do Brasil, os acidentes não são muito comuns, pois não é agressiva, passa a maior parte do tempo enterrada saindo mais no período noturno;

Imagem Divulgação

Bothrops: ( jararaca, urutu, cutiara): a mais comum dessas serpentes citadas, grande campeã de acidentes sendo encontrada até no meio urbano;

Imagem Divulgação

Crotalus: (Cascavel) famosa por seu chocalho é a serpente mais agressivas de todas citadas antes, mas também prefere fugir do que confrontar os humanos.

Com o aumento das temperaturas, também começam a aparecer as lagartas, porém a maior preocupação são com as do gênero lonomia (taturana). Ficam em troncos de árvores geralmente invisível aos nossos olhos, acidente acontecem normalmente porque encostamos na lagarta sem ver que ela está ali.
Imagem Divulgação
A toxidade do veneno é alta podendo ter várias complicações se não procurar socorro. Sempre que ocorrer algum acidente, NUNCA tomar medicamento caseiro, beber cachaça, chupar o sangue ou fazer torniquete. Procurar o quanto antes ajuda médica no Hospital, pronto socorro ou UBS ( postinho de saúde) mais próximo para que seja feito o uso do antídoto para determinada espécie.

E as lagartas, todas elas sem exceção se transformar sempre em uma linda mariposa, borboleta ou bruxa.

Lembrando que as serpentes são grandes controladoras de pragas se alimentando de ratos.

Por  Bruno Hartmann, Biólogo.

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