
A lei proíbe o uso e o armazenamento de quaisquer agrotóxicos “na parte insular” do município de Florianópolis, que tem 424 quilômetros quadrados e representa 97,3% do território municipal. O último censo agropecuário apurou que a Capital catarinense tem 208 estabelecimentos rurais, sendo que quatro proprietários afirmaram trabalhar com agrotóxicos.
A Federação enfatiza que os defensivos agrícolas são substâncias que resultam de pesquisa científica e cujo emprego obedece orientação de agrônomos. São imprescindíveis para se obter elevada produtividade e altos volumes de produção para alimentar a população do Planeta. “Por isso, a lei aprovada pela Câmara de Vereadores de Florianópolis pode ter, como único resultado prático, o encarecimento dos alimentos”, assinala Barbieri.
A Faesc expõe que a produção orgânica corresponde a menos de 2% da produção global de alimentos. Se dependesse da produção orgânica, a humanidade morreria de fome. Por outro lado, se for proibido o uso de defensivos agrícolas – que os ambientalistas chamam de agrotóxicos – faltará comida para a metade da população do Planeta em dois anos.
Barbieri observa que a preocupação da Faesc é que lei como a de Florianópolis seja adotada por outras Câmaras de Vereadores de orientação ideológica contrária ao agronegócio e aos produtores rurais. “Isso poderia inviabilizar a agricultura e a pecuária, gerando empobrecimento e miséria em todas as regiões do Estado. Apenas quem não conhece a agricultura defende essas ideias anacrônicas e dissociadas da realidade”, encerra o dirigente.
POR MARCOS A. BEDIN






