
Este trabalho envolveu os municípios de São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urubici, Siderópolis, Nova Veneza, Treviso, Lauro Müller, Orleans, Grão-Pará e Pedras Grandes. Em São Joaquim, a pesquisa se desenvolveu nas altas cabeceiras do rio Lava-Tudo, em Vila Pericó. Caio estudou pequenos bagres-de-montanha nesta localidade, e eis que uma espécie até então não catalogada foi coletada. Segundo ele, os rios Pericó e Lava-Tudo ainda eram lacunas no conhecimento de alguns peixes. O mesmo ocorreu nos rios Pelotas e Mantiqueira, em Bom Jardim da Serra, e rios Urubici e alto Canoas, em Urubici. Todas estas drenagens representam as mais longínquas cabeceiras do supremo rio Uruguai.
Em homenagem à Vila Pericó e ao rio Pericó, a espécie foi batizada de Cambeva pericoh (nomes científicos são escritos em latim). Cambeva urubici também presta homenagem ao município e ao rio Urubici, onde foi descoberta pela primeira vez pelos autores.





Rios e riachos da Serra Catarinense ainda apresentam grande potencial de encontro de espécies novas, e os estudos seguem a todo vapor. Caio pretende seguir divulgando suas novas espécies aos municípios envolvidos, e a toda comunidade catarinense, seus órgãos ambientais como Fundações municipais e entidades estaduais (como o IMA, Instituto do Meio Ambiente), etc.
Segundo o autor, as cinco espécies novas do planalto devem ocorrer também no território do Parque Nacional de São Joaquim, uma imponente unidade de conservação da Mata Atlântica de altitude, que envolve as florestas de Araucárias e os Campos de Cima da Serra, duas subformações ameaçadas do bioma em questão, mas onde uma importante fração está protegida pelo PARNA. Outras cinco espécies que o artigo descreveu são de drenagens costeiras, entre as bacias hidrográficas dos rios Araranguá e Tubarão. Tais descobertas são fundamentais para ressaltar a importância da preservação dos mananciais hídricos, o cuidado nos estudos de licenciamentos ambientais, e a conservação de peixes de água doce de Santa Catarina.

Para conhecer o estudo completo, acesso o artigo, publicado no Museu de História Natural de Paris, na França: http://zoosystema.com/






