O biólogo Edu Fragoso, 32 anos, compartilha nas redes sociais uma série de fotos de silhuetas de aves do Pantanal de Mato Grosso do Sul sob a luz do luar. Coordenador científico da Associação Onçafari, ele está acostumado a viver entre as matas pantaneiras de Miranda (MS), a 208 km de Campo Grande.

Ao anoitecer, os grilos começam a estridular e as lentes fotográficas ficam a postos, aguardando o momento exato em que a lua cheia posiciona-se por trás das aves no topo das árvores. Paciência, concentração e tempo. Elementos fundamentais para o clique certo.
Não são fotos fáceis de fazer, pois elas dependem de uma combinação muito específica de fatores, lua cheia, uma silhueta legal, um animal parado no mesmo local e que esteja perfeitamente enquadrado com a lua ao fundo”, descreve Edu em conversa com o g1.
A série, que começou ainda em 2020, é uma combinação de sorte e talento. “Primeiro é necessário antecipar a cena, me preparar e a câmera precisa estar com as configurações corretas para que a foto saia com o resultado que eu vislumbrei”, explica Edu.
Papagaios, tachãs e outras aves tornam-se, pelas lentes do biólogo, estrelas ao luar. Contudo, Edu conta que é comum ficar aguardando e no momento exato, toda a situação mudar.
“Na primeira foto que eu fiz, eu vi um tuiuiú, que uma ave símbolo do Pantanal, no topo da árvore e a lua subindo lentamente por trás dele. Minutos antes da silhueta dele aparecer com a lua ao fundo, um urubu-de-cabeça-preta voou na direção do tuiuiú e espantou ele do galho”, conta entre risos.
Veja o vídeo:
Fonte: G1






