O mês de agosto começou com uma superlua logo no dia 1°. No entanto, outro fenômeno está marcado para o mês de agosto e promete agradar os amantes dos astros, a lua azul.
O nome do fenômeno foi dado por cientistas e caracteriza todas as segundas superluas em um período de 30 dias. Por isso, a lua azul prevista para dia 31 de agosto leva este título.
Segundo o site oficial da Nasa, a lua dá uma volta inteira na Terra a cada 27.3 dias. São nestas voltas que a lua apresenta as suas fases: nova, crescente, cheia e minguante, todas duram cerca de sete dias. Neste caso, segundo a Nasa, é comum que uma das fases se repita ao menos duas vezes em um mês.
A trajetória da lua em volta da Terra não é um círculo reto, mas um eclipse (espécie de círculo achatado). Por isso, a distância do astro até a Terra varia de acordo com o trajeto.
Lua será mesmo azul?
Provavelmente não, segundo a Nasa. A data da lua cheia, por si só, não afeta a cor da lua. A lua azul está marcada para dia 31 de agosto, e promete ser uma espécie de cinza perolado, como de costume. A menos que… Houve um tempo, não muito tempo atrás, em que as pessoas viam luas azuis quase todas as noites. Luas cheias, meias-luas, luas crescentes – eram todas azuis, exceto algumas noites em que eram verdes.
A época era 1883, o ano em que um vulcão indonésio chamado Krakatoa explodiu. Os cientistas comparam a explosão a uma bomba nuclear de 100 megatons. A 600 km de distância, as pessoas ouviram o barulho tão alto quanto um tiro de canhão. Plumas de cinzas subiram até o topo da atmosfera da Terra. E a lua ficou azul, de acordo com a Nasa.
As cinzas de Krakatoa são a razão. Algumas das nuvens de cinzas estavam cheias de partículas de cerca de 1 mícron (um milionésimo de metro) de largura – o tamanho certo para espalhar fortemente a luz vermelha, enquanto permitia a passagem de outras cores. Raios de luar brancos brilhando através das nuvens emergiram azuis e às vezes verdes.
De acordo com a Nasa, nuvens de cinzas e poeira lançadas na atmosfera por incêndios e tempestades geralmente contêm uma mistura de partículas com uma ampla gama de tamanhos. A maioria é menor que 1 mícron e tende a espalhar a luz azul. Esse tipo de nuvem faz com que a Lua fique vermelha; de fato, as luas azuis vermelhas são muito mais comuns do que as luas azuis azuis.
Com informações ND+





