Morre Gildinho, fundador do grupo Os Monarcas; Luto

Morreu no final da tarde deste sábado (11), o músico tradicionalista Nésio Alves Corrêa, mais conhecido como Gildinho. Ele tinha 82 anos e faleceu vítima de câncer. A morte ocorreu no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, onde ele havia sido internado no dia 20 de novembro do ano passado, onde foi detectado um tumor na próstata.

Gildinho foi fundador do grupo Os Monarcas, em 1972. Também denominado como ‘taura da moda antiga’, participou da gravação de mais de 50 discos. Foram 10 Discos de Ouro recebidos durante a carreira.

Entre os prêmios recebidos por Gildinho e Os Monarcas, esteve o extinto “Prêmio Sharp”. Em nível estadual, foram quatro Prêmios Açorianos. Entre os reconhecimentos, o tradicionalista foi patrono dos festejos Farroupilhas de 2013. Antes, em 15 de fevereiro de 2012, recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado.

Entre os prêmios recebidos por Gildinho e Os Monarcas, esteve o extinto “Prêmio Sharp”. Em nível estadual, foram quatro Prêmios Açorianos. Entre os reconhecimentos, o tradicionalista foi patrono dos festejos Farroupilhas de 2013. Antes, em 15 de fevereiro de 2012, recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado.

  • NOTA OFICIAL – Os Monarcas
    É com grande pesar que informamos o Falecimento de nosso Fundador NÉSIO ALVES CORRÊA, GILDINHO como foi imortalizado à frente do Conjunto Os Monarcas. Fica a saudade, fica a lembrança… Permanece a Alegria e o Legado deixado por seus ensinamentos e seu carisma!

Breve História de Nesio Alves Corrêa – “Gildinho”


Gildinho nasceu em Soledade/RS, em 18 de janeiro de 1942, em uma família humilde e numerosa, tendo sido criado em meio às lides campeiras.
Muito cedo perdeu o pai, que era acordeonista, e de quem herdou o amor pela música gaúcha.
Em 1961, com 19 anos, botou o pé no mundo e foi em busca de seu destino, encontrando paragem em Erechim/RS.
Meio acaboclado, mas cheio de determinação, Nesio iniciou, em 1963, o programa radiofônico “Amanhecer no Rio Grande”, pela Rádio Difusão de Erechim. Com a audiência do programa, passou a se solicitado para animar pequenos bailes na região.
Em 1967, Chiquito, o irmão caçula de Gildinho e herdeiro da mesma paixão pela música, mudou-se para Erechim. Unindo forças, formaram a dupla “Gildinho e Chiquito”, que foi o embrião do conjunto musical OS MONARCAS. Apresentaram, por 17 anos, diariamente, um dos mais populares programas de auditório da época, “Assim Canta o Rio Grande”, pela Rádio Erechim.
E se herdou a vocação de gaiteiro de seu pai, foi o conselho recebido de seu ídolo, Oneide Bertussi, que incentivou Gildinho a aprimorar a técnica instrumental, levando-o a dedicar-se, durante anos, ao estudo do acordeon, na Escola de Belas Artes Osvaldo Engel. Transformou-se em professor, atividade que exerceu durante anos, ensinando aos seus alunos xotes, vaneiras, bugios e, sobretudo, o respeito à música regional.
Em 1972, após anos animando bailes na região do Alto Uruguai, fundou, oficialmente, o conjunto Os Monarcas, dando início a uma trajetória de sucessos e reconhecimento ímpar no cenário da música gaúcha.
De fato, o conjunto Os Monarcas consolidou-se como um dos mais respeitados grupos da música regional do Brasil, importante não só pela extensa discografia (51 trabalhos), pelos discos de ouro conquistados (10), os inúmeros troféus, indicações e prêmios colecionados ao longo dos anos, mas, sobretudo, por manter em sua formação um grupo sólido e talentoso, com artistas impecáveis, exercendo inequívoco protagonismo na história da música gaúcha.
“Sou monarca, meu Reino é o Mundo, Minha Missão é levar alegria e a Boa Música a todos Os Rincões!” Gildinho.

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