A coragem de dois adolescentes que mudou a história das calçadas do Projeto Acorde de 2015 em São Joaquim

Em 2015, dois adolescentes joaquinenses, João Pedro Bittencourt Arruda e Murilo Nicoletti, deram um exemplo marcante de cidadania ao cobrar melhorias em uma das principais obras do centro da cidade: o Projeto Acorde.

Indignados com a má qualidade das calçadas recém-construídas, feitas apenas de cimento puro e já apresentando rachaduras e falhas estruturais, eles prepararam um ofício e anexaram fotos que mostravam claramente os problemas. O material foi entregue diretamente nas mãos do então governador Raimundo Colombo, em visita a São Joaquim.

Execução feita a facão da obra desagradou os jovens em São Joaquim

A atitude corajosa ganhou repercussão imediata na imprensa regional. Blogs, sites e colunistas denunciaram que as calçadas estavam ruindo logo após a obra, expondo pedras e ferros e colocando pedestres em risco. O gesto dos jovens, aliado ao trabalho da imprensa, ampliou o clamor popular e pressionou o Governo do Estado a agir.

O resultado foi histórico: o governador determinou que todas as calçadas fossem desmanchadas e refeitas, desta vez com placas de concreto, muito mais resistentes e seguras.

Até cidades menores e não turísticas como Painel tinham projeto e execução muito melhores que São Joaquim

A mobilização de João Pedro e Murilo mostrou que mesmo adolescentes podem fazer a diferença quando se envolvem nas questões da comunidade. Hoje, exatamente dez anos depois, eles trilham caminhos de sucesso: Murilo Nicoletti é um advogado reconhecido e João Pedro Bittencourt Arruda atua como engenheiro, ambos mantendo viva a marca de protagonismo e responsabilidade social que demonstraram ainda na juventude.

Há 10 anos atrás a sociedade reagiu sobre a execução das obras do Projeto Acorde em São Joaquim

Por fim, o governador declarou que o Governo do Estado não realiza obras desse modelo, cobrou uma fiscalização mais atuante e determinou o desmanche de todas as calçadas, que foram recobertas com placas de concreto e permanecem até hoje em São Joaquim.

A espessura das calçadas era bem inferior ao diâmetro de uma moeda de 1 Real (E um detalhe, havia engenheiros na época que pediam para que o comércio tivesse calhas, pois as calçadas, nesse nível de construução, não estavam projetadas para suportar as goteiras das chuvas)

As calçadas possuíam espessura bem inferior ao diâmetro de uma moeda de 1 real. Na época, os engenheiros pediam no Plenário da Câmara de Vereadores que os comércios e imóveis do centro instalassem calhas, já que, nesse nível de construção, as calçadas não estavam preparadas para suportar nem mesmo as gotas de chuva que caíam dos telhados.

O episódio permanece como exemplo de que, quando a sociedade se manifesta e encontra jovens determinados, as coisas realmente acontecem.

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