Uma jornada guiada por amor. A família registrou fotos que mostram o olhar abatido do animal. Nick caminhou 12 quilômetros para se despedir do tutor
O velório de um homem em Minas Gerais, mas com a presença de um grande companheiro do agora falecido: seu cachorrinho. De acordo com o registro, o animal teria andado cerca de 12 km até o local em que o corpo era velado.
Em Ipuiúna, no Sul de Minas Gerais, um gesto simples e dolorosamente belo chamou atenção pela força da lealdade. Nick, um cão caramelo que vivia com seu tutor Claudemir Cândido Luiz, conhecido como Marola, surpreendeu a todos ao aparecer no velório do homem que o acompanhara por anos. O detalhe mais marcante? Ele havia percorrido cerca de 12 quilômetros sozinho até o cemitério.

Companheiro por uma década
De acordo com familiares, Nick e Marola viviam uma parceria intensa e cheia de cuidado mútuo. Moravam juntos em um sítio nos arredores da cidade e compartilhavam rotinas diárias. Esse apego fez com que o cão interpretasse, de maneira instintiva, que precisava estar presente no momento mais difícil da vida de quem amava.

Momento de despedida inesquecível
Relatada com emoção por Scarletti, filha de Marola, a chegada de Nick no velório foi inesperada. Estava cansado, com os olhos marejados, e buscou contato com o corpo do tutor. A família deixou o cão deitar sobre o caixão e Nick chorou baixinho, abanou o rabo, como se entendesse a despedida como um gesto final de amor.
Reação da família e da cidade
Para Scarletti, aquele era o momento que ninguém esperava testemunhar. A atitude de Nick tocou a todos pela sinceridade do sentimento. A cunhada, Kátia, confessa que Nick, normalmente bravo e reservado, agiu de forma totalmente diferente: submisso, triste, como se entendesse a perda. O sobrinho, José Cândido, disse que “a fidelidade o levou até o tutor”. Aquilo virou símbolo de amor que muitos de nós lutamos para demonstrar.
Histórias como a de Nick mostram como os vínculos com os animais ultrapassam o físico e se tornam emocionais. A fidelidade de um cão que sobrevive ao próprio tutor e faz o último passeio até o velório reforça o poder do afeto compartilhado, e inspira empatia e respeito pela vida que segue, mesmo após a partida.






