O BiS Brasília 2026 aconteceu no Distrito Federal no começo do mês de junho. Uma série de temas pertinentes ao desenvolvimento do mercado de jogos e apostas no Brasil foi debatida por autoridades, players, profissionais e especialistas do setor.
O primeiro painel do evento de apostas em Brasília se concentrou nessa diretriz:
“SINAPO (Sistema Nacional de Apostas) e a Integração Federativa para um Mercado de Apostas Mais Seguro”.
O seminário contou com a contribuição de representantes tanto do segmento privado quanto público visando superar os desafios da articulação entre governo, estados e indústria na consolidação de um ambiente responsável, transparente e justo para os apostadores.
A mesa-redonda focada no Sistema Nacional de Apostas teve a seguinte formação:
- Fabíola Esteves (Presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro – LOTERJ)
- Leonardo Benites (Diretor de Comunicações da Associação Nacional de Jogos e Loterias – ANJL),
- Giovanni Rocco Neto (Secretário Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte,) e
- Waldir Marques (Diretor de Relações Internacionais e Regulação da Todos Querem Jogar – TQJ).
No decorrer do painel, a presidente da LOTERJ ressaltou que um dos grandes obstáculos do segmento é a padronização de práticas e mensagens para que os brasileiros – maiores de idade – possam reconhecer facilmente as marcas que fazem parte do mercado legalizado.
Por isso, Fabíola Esteves sugeriu que a integração federativa do SINAPO necessita superar as questões de regulamentação e abranger também a comunicação com os usuários, a fim de fomentar a noção de que há uma indústria devidamente autorizada e que atua de acordo com as regras em vigência no território nacional.
Nesse sentido, ela ainda sugeriu que o domínio bet.br seja destacado como um mecanismo de reconhecimento de todas as plataformas licenciadas no Brasil, passando a contemplar também os players regulados pelas loterias estaduais, como a própria Loterj.
Acompanhando esse raciocínio, Giovanni Rocco Neto também defendeu o aumento da utilização do endereço (bet.br) para incluir todas as companhias que estão em conformidade com a legislação do país.
De acordo com Rocco Neto, a falta de um único instrumento pode desencadear dúvidas entre o público e fazer com que a identificação de operadores regulados se torne mais complicada. Ou seja, a ausência desse mecanismo padrão pode acabar comprometendo as ações de fomento do mercado brasileiro regulado.
Vale salientar que atualmente todas as casas de apostas devidamente licenciadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, usam esse domínio, justamente como forma de reconhecimento da operação autorizada. A lista com todas as marcas autorizadas no Brasil pode ser encontrada aqui.




