Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União foi realizada para investigar supostas fraudes cometidas por criminosos que utilizavam títulos públicos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As fraudes envolviam a inserção de informações falsas no sistema usado pela União para gerenciar as instituições de ensino vinculadas ao Fies. Com isso, o governo federal era levado a recomprar títulos públicos do Fies que estavam com faculdades e entidades mantenedoras que não cumpriam os requisitos mínimos para essa operação.
Os prejuízos causados à União com as fraudes foram estimados em quase R$ 21,3 milhões, e autorização judicial foi dada para o bloqueio desse valor. A operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em sete estados brasileiros e no Distrito Federal, e 20 faculdades supostamente beneficiadas pelas fraudes foram alvo da operação.
Os envolvidos no esquema incluíam servidores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, funcionários terceirizados, advogados e escritórios de advocacia especializados em “direito educacional”. As fraudes envolviam um sistema complexo de transferências financeiras entre o governo e as universidades, e a fraude envolvia a inserção de certidões ou decisões judiciais forjadas no sistema do FNDE. Com isso, as faculdades foram “autorizadas” ilegalmente a vender títulos do Fies de volta ao governo.


