Falece Rivaldo Macari ex-prefeito de Bom Jardim da Serra

Foto: Dionata Costa

O homem e suas virtudes…

Antônio Rivaldo Macari esteve internado na Unidade de Terapia Intensiva, UTI no hospital de Caridade, em Florianópolis. Macari enfrentava problemas ósseos e por ser cadeirante há muitos anos, precisou  realizar cirurgia.

 

Advogado, Promotor Público e Leiloeiro, natural do Rio de Janeiro/RJ. Deputado Constituinte e Deputado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Deputado Federal representando os catarinenses e Prefeito de Bom Jardim da Serra/SC – todos eleito pelo PMDB, no final do século XX e início do XXI.

 

Filho do libanês, João Gabriel Macari, que veio do Líbano para o Rio de Janeiro/RJ (antigo Distrito Federal), casou-se com Maria de Jesus Cavalcanti de Albuquerque Macari (sua primeira esposa, conhecida como Gesa). Em 1969, João foi sem a família para o município de Urussanga/SC, localizado na região sul catarinense, lá exerceu o cargo de Gerente e Procurador da Mineração Geral do Brasil (Minerasil) – companhia encarregada da extração de minérios, em especial, o carvão, sendo esse o principal motivo que o trouxe ao Brasil. Alguns meses depois, o filho, Rivaldo Macari, com dois anos de idade, mudou-se com a mãe para Urussanga.

 

Rivaldo Macari cursou o primário1 no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e o ginásio2, no Colégio Rainha do Mundo, ambos em Urussanga. Realizou o científico3 no Colégio Marista em Criciúma/SC e no Colégio Iguaçu, em Curitiba/PR. Em 1974, concluiu a Faculdade de Direito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Casou-se, em junho de 1974, com Cleusa Margarete Rodrigues Macari, com quem tem três filhos, Karim Macari Sobrinho, André Macari e Hernani Macari.

 

Exerceu atividades públicas nos cargos de: Promotor Público na Capital (Florianópolis/SC) e em outros municípios do Estado, até 1990; Leiloeiro rural e pecuarista, pertencente à Federação de Agricultura de Santa Catarina, entre 1982 e 1985, e neste último ano, assumiu a função de Secretário do Sindicato Nacional dos Leiloeiros Rurais (com sede em São Paulo), até 1986.

 

Iniciou a vida política, filiando-se no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em 1969. Era opositor à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), que apoiava a Ditadura Militar, no momento do bipartidarismo (nos Atos Institucionais nº2 4 e nº4 5).

 

Em 1980, no fim do bipartidarismo, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, e ingressou no diretório municipal do partido em Urussanga, em 1981.

Lançou à primeira candidatura a Deputado Estadual, em 1986, para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), pelo PMDB, sendo eleito, com 17.345 votos, para a 11ª Legislatura (1987-1991). Nesse período, participou da Constituinte (Constituição assinada em 5 de outubro de 1989) e integrou as Comissões Permanentes de:

  • Finanças e Tributação;
  • Constituição e Justiça;
  • Redação de Leis.

Ingressou no diretório estadual do partido (PMDB), permanecendo de 1988 a 1995.

Em 1988, a convite de Pedro Ivo Campos (Governador do Estado de Santa Catarina, na época), abandonou o cargo de Deputado Estadual para assumir a Secretaria de Segurança Pública.

Devido a complicações de saúde de Pedro Ivo Campos e com a posse do Vice-Governador Casildo Maldaner, Rivaldo Macari deixou a Secretaria para concorrer, novamente, ao Legislativo catarinense, reelegendo-se Deputado Estadual, com 16.998 votos, pelo PMDB, na 12ª Legislatura (1991-1995). Nesse período, propôs o Projeto de Lei nº 379/91, que “dispõe sobre a criação de uma semana juliana para comemorar a proclamação da República Juliana em Santa Catarina”6, transformado na Lei nº 8.620, de 22 de maio de 1992, e integrou as Comissões Permanentes de:

  • Finanças e Tributação;
  • Redação de Leis.

Integrou as Comissões Externas e as Especiais:

  • Conclusão das Obras da BR-282 (externa);
  • Emenda Constitucional nº 02/91 (especial);
  • Reforma do Sistema Financeiro Estadual (externa);
  • Emenda Constitucional nº 07/91 (especial).

Em 1994, candidatou-se a Deputado Federal, pelo PMDB, para compor a 50ª Legislatura (1995-1997), conquistou a suplência e foi convocado em outubro de 1995, no lugar de Dejandir Dalpasquale. De julho a novembro de 1996, afastou-se das atividades legislativas, substituído por Ulysses Gaboardi e pelo titular da cadeira, Neuto de Conto. Durante esse mandato, solicitou um Requerimento de Informação ao Ministério do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos e da Amazônia, para saber a disposição em considerar as matas de araucárias (floresta ombrófila mista) como mata atlântica e sobre as devidas providências a serem tomadas com os proprietários rurais e madeireiros. Nessa legislatura, participou da Comissão Permanente de Minas e Energias (titular – 1995-1996) e das Comissões Especiais do(a):

  • Monopólio do Petróleo;
  • Código Aduaneiro do MERCOSUL (Titular – 1995);
  • Reforma Constitucional ao Mandato Parlamentar dos Vices;
  • Inelegibilidade de Parentes de Ocupantes de Cargos Executivos (Suplente – 1996);
  • Projeto de Lei nº 464/95 sobre critérios de proteção e integração de deficientes físicos (Titular – 1996).

Depois da participação na Câmara dos Deputados, Macari ficou afastado dos cargos eletivos por, aproximadamente, oito anos, após esse período, candidatou-se a Prefeito de Bom Jardim da Serra/SC, eleito em 2004 e reeleito em 2008, sempre seguindo fiel ao seu partido, o PMDB.

Informações: Memória Política SC

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.