Cidasc realiza levantamento para detecção da praga Cancro Bacteriano da Videira em áreas de produção catarinense

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, por meio do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal realiza, no período de 14 de dezembro de 2020 a 26 de fevereiro de 2021, levantamento de detecção da praga Cancro Bacteriano da Videira (Xanthomonas campestris pv. viticola). As atividades de fiscalização ocorrem em todo estado, sobretudo nos municípios com maior área de produção.

O cancro bacteriano da videira é causado pela bactéria Xanthomonas campestris pv. viticola, foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1998, no Submédio do Vale do São Francisco, localizado no oeste do Estado de Pernambuco e norte do Estado da Bahia.

De acordo com a engenheira agrônoma e gestora da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Fabiane dos Santos, a Cidasc vem realizando o levantamento de detecção da praga em áreas produtoras de uva em todo o Estado de Santa Catarina, e atendendo conforme determina o Art. 2º da Instrução Normativa do MAPA nº 02, de 06 de fevereiro de 2014, que estabelece critérios para o controle da praga, inclusive erradicação de áreas abandonadas. “O Cancro Bacteriano da Videira é uma Praga Quarentenária Presente no país, mas que em razão dos levantamentos fitossanitários que a Cidasc realiza tem se atestado a ausência da praga no estado.  A  introdução e a disseminação em cultivos comerciais trariam sérios prejuízos sociais, ambientais e econômicos para Santa Catarina”, afirma Fabiane.

Foto: Adonyran Carlos Livramento

Os pomares selecionados para inspeção nos municípios catarinenses deverão ser, preferencialmente, diferentes daqueles vistoriados no último levantamento, para que no máximo a cada três ciclos produtivos se inspecione 100% das Unidades de Produção de uva de cada região produtora. As inspeções estão concentradas naquelas áreas com cultivares mais suscetíveis e que foram implantadas com materiais propagativos vindos de outras unidades da federação.

Fabiane dos Santos destaca que o trabalho dos engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas consiste em uma inspeção visual minuciosa em ramos, inflorescências e cachos, obedecendo a uma casualização em ziguezague, identificando sintomas suspeitos de infecção por X. campestres pv. viticola e, em caso de suspeita, as autoridades fitossanitárias deverão coletar amostra para envio a laboratório  credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Foto: Adonyran Carlos Livramento

O Cancro Bacteriano da Videira já foi detectado, além dos estados de Pernambuco e da Bahia, nos estados do Ceará, Roraima e, mais recentemente, em São Paulo, onde foi realizado uma ação de erradicação das plantas sintomáticas, garantindo o status de praga ausente em território paulista. Nas regiões de ocorrência, a praga representa um dos principais problemas fitossanitários para a cultura, os sintomas nas folhas surgem como pontos necróticos com ou sem alos amarelados que podem coalescer e causar a morte de extensas áreas do limbo foliar. Nas nervuras e pecíolos, ramos e ráquis dos frutos formam-se manchas escuras alongadas que evoluem para fissuras longitudinais de coloração negra, resultando na obstrução parcial do fluxo de seiva. As bagas ficam desuniformes em tamanho e cor, podendo apresentar lesões necróticas.

Disseminação

A disseminação ocorre por meio de material propagativo infectado, utilizado em enxertia e na formação das mudas. Pode ocorrer também por meio de restos de cultura infectados espalhados pelo pomar ou aderidos à contentores, tesouras, canivetes, luvas, roupas e implementos agrícolas utilizados no manuseio de plantas doentes.

Defesa Sanitária Vegetal

É dever do Estado proporcionar segurança ao status fitossanitário das espécies vegetais de importância econômica. É importante que o produtor fique atento à aquisição de mudas de outros estados e, em caso de suspeita de infecção, comunique à Cidasc para que seja providenciado o correto diagnóstico e erradicação do foco, evitando assim a disseminação para outros pomares.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação – Cidasc

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