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Cabanha Caiapiá de São Joaquim está entre as grandes selecionadoras do Devon em Santa Catarina

Tudo começou no ano de 2007, quando Jeferson Oliveira tinha o sonho de ser criador da raça Devon. Uma raça dócil, gado rústico que se adapta muito na região serrana. As duas primeiras matrizes ele comprou de Ivo Bianchini dando início a sua criação.

A Cabanha Caiapiá tem aumentado seu plantel gradativamente, os proprietários Jeferson Oliveira e Claudia Oderdenge Oliveira adquiriram da Fazenda Cajurú uma matriz PO (Puro de Origem), com vacas registradas se tornando um dos maiores criadores de Devon em Santa Catarina, prezando pela alta linhagem da raça.

A raça Devon é de origem inglesa, tem a carne macia e suculenta,um marmoreio fantástico (gordura) entre as fibras da carne. “Trabalhamos com inseminação onde procuro usar os melhores touros entre nacionais e importados, para vender uma genética de ponta aos nossos amigos e clientes o que eu quero para mim eu quero para os outros. Esta é minha forma de trabalhar usando tecnologia no campo. O mundo está muito evoluído se você parar no tempo cai do cavalo”, revelou Jeferson Oliveira proprietário da Cabanha Caiapiá.

 

Sobre a raça Devon

Esta raça antiga e bela mostrou ser um grande negócio. Centrado ao redor de Exmoor (Inglaterra), ao norte de Devon, onde o clima é chuvoso e úmido, com invernos frios e rigorosos, este foi o ambiente dominante que a raça Devon proliferou por muitos séculos.

 

A pele pigmentada de amarelo alaranjado, e a pigmentação escura nos olhos são um considerável recurso nos climas tropicais, na qual a pigmentação da pele também protege o úbere da perigosa radiação solar.

 

A raça é muito resistente e as fêmeas não apresentam problemas de fertilidade ou parição. Suporta o frio e a umidade, mantendo-se bem nas pastagens fracas e fibrosas de seu habitat. O nome da raça indica sua procedência do oeste, mas a experiência demonstra cabalmente que pode ser ambientar em outras zonas, tanto no Reino Unido como em outros países.

 

Durante os muitos anos de experiências nas quais os adeptos de outras raças visavam ao aumento do tamanho dos animais, a Devon se manteve como gado de porte médio e, agora, com a maior procura pelos animais de fácil adaptabilidade ao sistema de criação extensivo, começa a se espalhar por todo o país.

 

Ultimamente este gado tem sido muito utilizado para cruzamentos com raças zebuínas, formação da raça sintética BRAVON, ou mesmo com as européias, apresentando bons resultados em ambos os casos. Isto vem ocorrendo tanto pela grande capacidade de ganho de peso dos touros, mesmo em condições de pastagens, quanto pela lactação das vacas, tidas como mães por excelência.

Criado de forma pura ou cruzado com outras raças, o Devon apresenta rápido apronte e excelente rendimento de carne. Sua capacidade de conversão alimentar e de produção de carne de qualidade estão entre as melhores do mundo, sendo suas características mais marcantes a rusticidade, fertilidade, habilidade materna, precocidade e docilidade, condições que transmite com eficiência nos sistemas de cruzamento.

 

Os reprodutores se destacam pela rusticidade e eficiência. A alta capacidade de serviço aliada ao grande poder de conversão de pastos em carne de qualidade, confere a ele grande potencial para cruzamentos em qualquer região do Brasil.

 

As vacas são rústicas, prolíficas e dotadas de alta capacidade leiteira. Comparada às raças de corte, são tidas como de grande lactação. Em Controle Leiteiro, 61 vacas Devon obtiveram a expressiva média de 2.321 kg de leite com 4,16% de gordura, embora o gado Devon não seja explorado para produção leiteira.

 

Há alguns decênios, o gado Devon era muito utilizado por sua capacidade de trabalho e conserva, por isso, até hoje, a mansidão. Responde muito bem a uma boa alimentação, e é muito utilizado em confinamento para produzir carne de primeira qualidade, bem marmorizada, de fibra fina e sabor especial nas peças menores.

O reprodutor Devon transmite:

  • Fertilidade
  • Capacidade leiteira
  • Habilidade materna
  • Longevidade
  • Habilidade na conversão alimentar
  • Docilidade
  • Rusticidade (adaptação a qualquer clima e qualquer altitude)
  • Conformação de carcaça

O reprodutor gera um terneiro:

  • Com maior resistência a doenças
  • Pequeno tamanho ao nascer, não oferecendo problemas de parto
  • Dócil
  • Hábil na conversão alimentar (menor quantidade de pasto ou grãos consumidos por kg de carne produzida)

A vaquilhona de cruza Devon:

  • É precoce, produz terneiros mais cedo
  • É fértil, o que representa mais terneiros
  • Produz excelentes vacas reprodutoras 

Informações: www.devon.org.br

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