Foi confirmado, nesta terça (23), o terceiro caso de contaminação pelo superfungo Candida auris em 2023 em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o paciente está internado num hospital particular, no Recife. Segundo a secretaria, o paciente é um homem de 66 anos. Não foi divulgada a unidade de saúde em que ele está internado.

A secretaria informou ainda que:
Continua o monitoramento do Candida auris no estado, implementando, de forma articulada, as ações para controlar e evitar a propagação do fungo;
Seguem em andamento as investigações para saber se os casos tiveram origem nas unidades hospitalares ou se as pessoas foram infectadas em outro ambiente.
O diagnóstico, confirmado após análise em laboratório, foi divulgado um dia depois de a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) anunciar que o Hospital Miguel Arraes, em Paulista – onde um homem de 48 anos está internado – foi fechado para novos atendimentos.
No local, somente os casos de urgência estão sendo atendidos.
Além do caso notificado no Miguel Arraes, há ainda um homem de 77 anos internado no Hospital Tricentenário, em Olinda. Na unidade, apenas o setor onde se encontra o paciente foi interditado.
Na segunda (22), em entrevista à TV Globo, a diretora-geral da Apevisa, Karla Baêta, disse que pessoas que tiveram contato com os pacientes estão passando por testes para saber se também foram infectadas.
Só depois que tiver três amostras com resultados negativas para a Candida auris, realizadas num intervalo de 72 horas, as unidades serão liberadas.
O g1 também questionou a SES-PE sobre o estado de saúde dos pacientes com o superfungo, mas, até a publicação da matéria, não obteve retorno.
Dois primeiros casos de superfungo em 2023
Os dois primeiros casos de pessoas com o superfungo Candida auris em 2023, em Pernambuco, foram confirmados na sexta (19).
O Candida auris recebeu a definição de superfungo por ser resistente a praticamente todos os medicamentos que existem.
Sem uma análise especializada, ele pode ser confundido com vários outros tipos comuns e, por isso, é considerado de difícil diagnóstico.
O Candida auris é um “superfungo” com múltipla resistência a vários antibióticos potentes
Na terça-feira (23), o terceiro caso de contaminação pelo superfungo Candida auris foi confirmado em Pernambuco. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o paciente está internado num hospital particular, no Recife.
A preocupação levou a pasta a suspender novos atendimentos no Hospital Miguel Arraes para evitar a disseminação do fungo, como explicou a diretora-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Karla Baêta, à TV Globo.
Além do Brasil, o microrganismo é motivo de preocupação nos Estados Unidos por ser resistente aos medicamentos antifúngicos comuns. De acordo com estudos, de 30% a 60% dos indivíduos contaminados morrem em decorrência da infecção.
Quando surgiu
- O C. auris apareceu pela primeira vez em humanos no Japão, em 2009, junto a um caso de otomicose, se espalhando para todos os continentes;
- Originalmente habitando apenas pântanos, o fungo sofreu pressão pelo aumento global da temperatura;
- Com a seleção natural, migrou para as aves e então para os humanos, chegando no Brasil em 2020, em uma paciente de 59 anos, em Salvador.
O que é
- O superfungo é uma levedura que causa infecções graves e pode se espalhar facilmente;
- O C. auris unicelular pode infectar qualquer parte do corpo e se tornar um problema sério, impactando a corrente sanguínea;
- Ele afeta principalmente pessoas imunossuprimidas.
Como se transmite
- O Candida auris pode se espalhar de paciente para paciente em ambientes de saúde, como hospitais e asilos, por contato direto.;
- O fungo pode ser transmitido pelo contato com superfícies contaminadas no ambiente;
- O microrganismo pode viver em partes do corpo sem causar infecções, em um processo chamado de colonização, assim pessoas que são colonizadas podem transmitir o fungo.
Sintomas
Os sintomas podem incluir sinais de doenças comum, é necessário ficar atento;
- Febre;
- Calafrios;
- Suores;
- Pressão arterial baixa.
Tratamento
As infecçãos pelo superfungo é tratável com medicamentos antifúngicos equinocandinas.
Apesar disso, o C. auris tem se mostrado resistente aos principais tipos de medicamentos antifúngicos, tornando-o mais difícil de tratar.


