Um novo caso de esporotricose registrado em Cocal do Sul, no Sul de Santa Catarina, levantou dúvidas sobre a transmissão, funcionamento e prevenção da doença. Popularmente conhecida como doença do jardineiro, ela é causada por um fungo presente no solo e materiais orgânicos em decomposição. A doença é característica por afetar gatos e humanos.
A pessoa que possuir algum tipo de ferida na pele e manusear um dos espaços contaminados pode vir a ser contaminada também. O mesmo vale caso ela seja arranhada por um animal que esteja com a doença.
A Prefeitura de Cocal do Sul, no Sul de Santa Catarina, está acompanhando um caso confirmado de esporotricose em um morador de 40 anos. A doença é uma micose subcutânea causada por um fungo e, embora considerada grave, é tratável quando diagnosticada precocemente e acompanhada de forma adequada.

A esporotricose é transmitida principalmente por meio de arranhaduras ou mordidas de gatos contaminados, além do contato direto com solo, vegetais ou matéria orgânica. Em humanos, a infecção costuma se manifestar por feridas na pele que não cicatrizam e podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente teve contato direto com um animal que estava em tratamento para a doença. Ele segue em acompanhamento médico, faz uso de medicação antifúngica fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta boa evolução clínica. Até o momento, não há registro de outros casos suspeitos em humanos no município.
A secretária de Saúde, Giovana Galato, afirmou que a situação está sob controle e segue sendo monitorada pelas equipes da Vigilância Epidemiológica. Ela reforça que a esporotricose não é transmitida de pessoa para pessoa e que os riscos de contágio podem ser reduzidos com cuidados simples no dia a dia. De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Cocal do Sul, nos últimos meses, 17 gatos foram avaliados no município por suspeita de esporotricose. Desses, 11 tiveram diagnóstico positivo.
A maioria dos animais encontra-se na fase final do tratamento ou já concluiu o acompanhamento, apresentando regressão das lesões e sem novos episódios da doença. Os demais animais avaliados tiveram resultado negativo ou não apresentaram lesões compatíveis para a realização de exames. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Gilmara Corrêa Viel, explica que, apesar de não ser considerada uma doença grave, a esporotricose exige atenção. A infecção ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas, o que reforça a importância do uso de luvas ao manusear animais com suspeita ou confirmação da doença, bem como em atividades como jardinagem, cuidado com hortas e limpeza de quintais.
Em casos de arranhaduras ou mordidas por animais suspeitos, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico. Tanto o animal quanto a pessoa devem iniciar o tratamento antifúngico assim que houver suspeita da doença. Apesar de mais prolongado, o tratamento apresenta bons resultados quando seguido corretamente.






