O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou uma manifestação ao tribunal para negar irregularidades e dizer que o relatório sobre suspeitas de favorecimento ao Banco Master é uma “tentativa de vingança”.
Moraes afirmou que a ofensiva contra ele tem motivação político-eleitoral e mira o período próximo às eleições. No documento enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro diz que há uma “farsa” e “criminosas mentiras” articuladas para atingi-lo.
O ministro atribuiu o movimento a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele escreveu que a “tentativa de vingança” partiria de “aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia.
Moraes disse que nunca ajudou o Banco Master nem Daniel Vorcaro, apontado como ex-controlador da instituição. Ele sustenta que “nada ocorreu” e que os milhares de documentos da Operação Compliance Zero não trazem indícios de crimes de sua parte.
Ele classificou o relatório da Polícia Federal como “nulo e imprestável” e afirmou que houve quebra da cadeia de custódia. Moraes diz que o material não foi produzido integralmente pela PF e que o documento foi usado para montar uma narrativa com objetivo eleitoral.
Moraes negou a autoria de mensagens encontradas no celular do banqueiro que indicariam favorecimento. Ele escreveu que não há “absolutamente nenhuma mensagem” de sua autoria que indique consultoria jurídica, favorecimento ou conhecimento prévio de operação policial.





