As cotações do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, interrompendo a sequência de quedas registrada na semana anterior. De acordo com levantamento do Cepea, o movimento de alta é sustentado pela valorização do dólar, pelo avanço dos preços nos portos e pela retração dos vendedores, embora o ritmo dos negócios continue lento.
Fatores que impulsionam o mercado
A alta da moeda norte-americana elevou a paridade de exportação, o que repercutiu diretamente nos preços internos do cereal. No Indicador Campinas (SP), a saca do milho é cotada a R$ 65,64.
Paralelamente, os produtores adotaram uma postura mais defensiva. Parte dos vendedores reduziu as ofertas no mercado físico, mantendo-se atenta às incertezas ligadas ao cenário econômico e à oscilação cambial.
Cautela nas negociações
Do outro lado do balcão, a prudência impera. Avicultores, suinocultores e indústrias de nutrição animal têm realizado apenas compras pontuais, focadas exclusivamente na reposição imediata de estoques para garantir a continuidade da produção.
A reação nos preços interrompe, por enquanto, o alívio temporário observado no custo da ração. A tendência para as próximas semanas dependerá essencialmente do comportamento do câmbio e do desenvolvimento da safra de verão, que mantém perspectivas favoráveis de oferta no campo.
