Apesar disso, altos índices de umidade nos pomares preocupam
No segundo semestre de 2026, os reflexos do El Niño contribuíram para um alto regime chuvoso na região Sul durante os meses de julho, agosto e setembro. Durante esse período, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina, o regime chuvoso nas regiões produtoras de maçã foi superior à média histórica esperada para o período. Entretanto, em outubro, dados da Climatempo revelam que, mesmo com chuvas constantes durante o mês, o acumulado das precipitações foi abaixo da média esperada. Nas regiões produtoras catarinenses, até o dia 30/10, choveram 142 mm em São Joaquim e 172 mm em Fraiburgo, volumes que equivalem a 86% e 91% do esperado para outubro, respectivamente. Em Vacaria, na região gaúcha, choveu ainda menos: 134 mm acumulados no mês, que representam 64% da média histórica do período. Mesmo com a redução nas precipitações em outubro, as chuvas têm sido constantes no segundo semestre, e a atenção do produtor ainda se volta para os reflexos do aumento da umidade e dos dias nublados nos pomares. Com os elevados índices de umidade, doenças como a mancha foliar de Glomerella, a sarna da macieira e podridões podem ser mais frequentes nesta temporada, bem como a menor atividade dos insetos polinizadores dados a alta frequência de dias nublados e a menor incidência de luz solar. Assim, mesmo que com variações na ocorrência das chuvas, os reflexos do El Niño indicam um aumento na atenção voltada controle fitossanitário nas regiões produtoras de maçã para a temporada 2026/27.
Fonte: hfbrasil.org.br;Climatempo