O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a retomada dos ataques militares contra o Irã. A decisão acontece no mesmo momento em que a Casa Branca analisa uma nova proposta enviada por Teerã sobre o seu programa nuclear.
Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional na quarta-feira (4) e na quinta-feira (5) para discutir o cenário. O Comando Central americano elaborou planos estratégicos que previam ofensivas a partir do dia seguinte às eleições no país. O republicano afirmou a jornalistas que prefere não destruir o restante do Irã, mas ressaltou que pode ser obrigado a agir.
Proposta nuclear e divisões na Casa Branca
Teerã enviou os termos para negociação via mediadores do Catar. A proposta gerou divergências internas na alta cúpula americana:
- JD Vance (Vice-presidente): Defende a busca por um acordo diplomático imediato.
- John Ratcliffe (Diretor da CIA) e Scott Bessent (Secretário do Tesouro): Pressionam pela manutenção do bloqueio naval coercitivo.
Fontes militares destacaram que a fase de lua nova na próxima segunda-feira (9) deixará o Oriente Médio com baixa luminosidade, janela ideal para operações aéreas noturnas.
Exigências do Irã e o fator eleitoral
O principal representante de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, estabeleceu 7 condições para avançar nas conversas e reabrir o Estreito de Ormuz. As exigências cobram o fim das sanções dos EUA, a liberação de ativos congelados e o pagamento de reparações pelos danos da guerra.
As reuniões de emergência na Casa Branca ocorreram logo após os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado nas eleições de terça-feira (3). O resultado nas urnas intensificou os debates internos sobre o impacto político do conflito e a alta no preço da gasolina.