O Ministério da Cultura (MinC) causou forte repercussão nas redes sociais ao publicar um vídeo institucional celebrando a marca de 25,6 mil propostas submetidas à Lei Rouanet em 2026. Para divulgar o recorde de inscrições, a pasta utilizou imagens de jovens dançando funk, o que gerou críticas de usuários e opositores sobre a adequação da linguagem utilizada em canais oficiais do governo federal.
A publicação tinha como objetivo destacar o alcance do mecanismo de incentivo fiscal, que atingiu o maior número de projetos inscritos desde a criação da lei em 1991. Contudo, o tom da postagem dividiu a opinião pública e gerou intenso debate digital.
Recorde de inscrições e captação em 2026
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Cultura, o total de 25.650 projetos culturais apresentados em 2026 representa um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 22.990 propostas.
Além do volume de inscrições, a captação efetiva de recursos via renúncia fiscal alcançou R$ 1,67 bilhão entre janeiro e outubro de 2026, superando os R$ 1,61 bilhão registrados no mesmo período de 2025.
O governo atribui o avanço à ampliação de programas descentralizados de fomento, como o Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste somaram 7.238 propostas no ciclo atual.
Repercussão e críticas nas redes sociais
A escolha do vídeo com a dança para ilustrar o marco institucional gerou controvérsia imediata nas plataformas digitais. Críticos questionaram o uso da estética do funk em um perfil governamental para abordar a política pública de incentivo à cultura. Por outro lado, apoiadores defenderam a ação como uma forma de representatividade da cultura periférica e celebração da diversidade de expressões artísticas contidas no programa.
