Pelo valor de R$ 50 por pessoa, almoço inclui buffet completo, sobremesa e refrigerante.
SÃO JOAQUIM – Quem busca uma opção gastronômica de qualidade e com preço justo para este feriado de Carnaval já tem destino certo. Atendendo a uma grande quantidade de pedidos de clientes e turistas que visitam a “Cidade da Neve”, a Churrascaria Schlichting anunciou que manterá o seu valor promocional para o almoço desta segunda-feira, 16 de fevereiro.
Pelo valor fixo de R$ 50,00 por pessoa, os clientes podem desfrutar do tradicional buffet da casa, que conta com carnes selecionadas e acompanhamentos típicos. O grande diferencial para este feriado é que o valor já traz embutido o “combo completo”: além do almoço, o cliente tem direito à sobremesa e a um refrigerante (incluso uma unidade por pessoa).
A decisão da gerência visa proporcionar uma experiência acessível para as famílias que estão aproveitando o feriado na Serra Catarinense, mantendo o padrão de atendimento que tornou a Schlichting uma referência na região.
A Polícia Militar de Santa Catarina voltou a contar com o apoio do helicóptero Águia 4 em Lages e em toda a Serra Catarinense. A aeronave estava temporariamente fora de operação devido a manutenção técnica, que exigiu a chegada de peças importadas. Com o retorno aos céus, a PMSC reforça o patrulhamento aéreo, o apoio a ocorrências e as ações preventivas, ampliando a segurança da população da região.
A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) atendeu, por volta das 07h30 deste sábado (14), um sinistro de trânsito na rodovia SC-114, no KM 304, em São Joaquim. A ocorrência, do tipo colisão traseira, envolveu um Honda Civic e um VW Polo, resultando apenas em danos materiais.
De acordo com o relato policial, ambos os veículos trafegavam no mesmo sentido, em direção ao centro da cidade. O condutor do Honda Civic, um homem de 63 anos, relatou que reduzia a velocidade para passar por uma lombada quando o seu veículo foi atingido na traseira.
A condutora do VW Polo, uma mulher de 24 anos, informou que o carro derrapou na pista escorregadia, vindo a colidir a lateral direita contra o automóvel da frente. No momento da chegada da guarnição, os veículos já haviam sido retirados do ponto exato da colisão: o Civic estava estacionado em um posto de gasolina próximo e o Polo havia sido levado para a residência da motorista, que retornou ao local a pé para prestar esclarecimentos.
A PMRv realizou o teste de alcoolemia em ambos os envolvidos, com resultados negativos para a ingestão de álcool. Embora a condutora do Polo apresentasse sinais de nervosismo e dificuldade em detalhar o ocorrido, os policiais avaliaram que não havia embasamento técnico para caracterizar crime de trânsito.
O Honda Civic apresentou danos de média monta. Após a coleta dos relatos e a orientação das partes sobre os procedimentos de seguro e registro, os condutores foram liberados no local.
Um acidente foi registrada neste domingo (15), na localidade de Várzea, no interior de São Joaquim.
Um caminhão carregado de maçãs acabou tombando na via, mobilizando a atenção de quem passava pelo local.
Atenção redobrada: as estradas estão escorregadias devido as fortes chuvas, exigindo cuidado extra dos motoristas, principalmente no interior do município.
No início da tarde deste sábado (14), um motorista embriagado provocou a interdição total da Serra do Rio do Rastro, na SC-390, por aproximadamente uma hora. O sinistro ocorreu por volta das 12h, no km 405,300, em um trecho de curva fechada e forte inclinação, no sentido Bom Jardim da Serra – Lauro Müller.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o condutor de um VW/Gol perdeu o controle da direção e colidiu frontalmente contra o paredão rochoso às margens da pista. Ele alegou que o acidente teria sido causado pelo concreto molhado em razão da chuva. Com o impacto, a rodovia precisou ser completamente bloqueada para o atendimento da ocorrência e a remoção do veículo, o que gerou filas e atrasos para os motoristas que trafegavam pelo local.
Durante o atendimento, os policiais constataram que o condutor, de 46 anos, apresentava forte odor etílico e admitiu ter ingerido cerveja antes de dirigir. No interior do automóvel foram encontradas latas de cerveja e garrafas de bebidas destiladas. Apesar da confissão informal, o homem se recusou a realizar o teste do etilômetro (bafômetro) e também não aceitou ser submetido ao exame clínico no Instituto Geral de Perícia (IGP).
O motorista sofreu apenas ferimentos leves no supercílio, mas foi atendido por uma equipe do Samu e encaminhado ao Hospital Municipal de Lauro Müller, relatando dores cervicais.
A Rússia iniciou a seleção dos primeiros pacientes que receberão uma vacina personalizada contra o câncer de cólon, em um movimento que autoridades locais classificam como marco na imunoterapia oncológica. O imunizante, chamado Oncopept, foi autorizado para uso clínico pelo Ministério da Saúde russo no fim de novembro.
O anúncio foi feito por Veronika Skvortsova, chefe da Agência Médico-Biológica Federal (FMBA). Paralelamente, o Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya informou ter produzido os três primeiros lotes de validação de uma vacina oncológica baseada em tecnologia de mRNA, batizada de NeoOnkovac.
A proposta do tratamento é individualizada. O material genético do tumor do próprio paciente, obtido por cirurgia ou biópsia, é analisado para identificar mutações específicas das células cancerígenas. A partir desse mapeamento, é desenvolvida uma vacina sob medida.
Na quarta-feira, 10 de fevereiro, a 12ª Vindima de Altitude de Santa Catarina foi oficialmente lançada em Florianópolis, no restaurante Fisch & Co, reunindo autoridades, imprensa e convidados para anunciar a temporada 2026, que ocorre de 1º de março a 3 de maio nas vinícolas da Serra Catarinense. Entre os destaques da programação está o tradicional Vinho & Arte Festival, realizado no Pavilhão da Maçã e do Vinho, em São Joaquim, de quinta a sábado, nos dias 5 a 7 e 12 a 14 de março, com entrada gratuita. O festival reúne 22 vinícolas em um ambiente que combina música ao vivo, gastronomia regional autoral, exposições artísticas e degustações.
A Vindima celebra a colheita da uva e reforça a Serra Catarinense como um dos principais destinos de enoturismo do Brasil, consolidando Santa Catarina como referência nacional na produção de vinhos finos. Promovida pela Vinhos de Altitude Produtores e Associados, a programação mobiliza as vinícolas da região com colheitas simbólicas, pisa da uva, degustações guiadas, harmonizações, jantares temáticos, sunsets, visitas técnicas e experiências exclusivas entre vinhedos.
O terroir de altitude, caracterizado por altitudes elevadas, invernos rigorosos, grande amplitude térmica e maturação lenta das uvas, confere identidade, elegância e frescor aos rótulos catarinenses. Esse conjunto de fatores naturais, aliado ao investimento em tecnologia e qualificação, tem garantido reconhecimento crescente ao setor.
O presidente da associação, Diego Censi, destacou a maturidade alcançada pela vitivinicultura regional. “A Vindima reflete um trabalho técnico e coletivo construído ao longo dos anos, que posiciona a Serra Catarinense entre as regiões produtoras de maior qualidade do país. Os vinhos de altitude levam consigo a identidade da Serra e de Santa Catarina para o Brasil e o exterior, fortalecendo a imagem do Estado nos principais mercados consumidores”.
O diretor-superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, destacou que o crescimento da vitivinicultura de altitude representa um exemplo concreto de desenvolvimento estruturado e sustentável na Serra Catarinense. “Para o Sebrae, acompanhar a evolução do setor do vinho em Santa Catarina é motivo de orgulho. Não se trata apenas de produzir vinho, mas de fortalecer a marca e gerar renda. Quando investimos em qualificação e apoiamos o empreendedor, impulsionamos toda uma região ou estado de forma sustentável.”
Representando o Governo do Estado, o secretário Executivo da Casa Militar, coronel PM José Eduardo Vieira, reforçou o apoio institucional à iniciativa e ressaltou que Santa Catarina realiza um dos principais eventos do vinho relacionados ao enoturismo brasileiro. Segundo ele, o Governo acredita no poder transformador do setor como vetor de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda e valorização do território.
A Vindima convida moradores e turistas a vivenciarem experiências autênticas em meio às paisagens de altitude da Serra Catarinense. A programação completa das vinícolas e do Vinho & Arte Festival está disponível no Instagram @vinhosdealtitudesc.
Vinhos de Altitude em números
A importância econômica da vitivinicultura de altitude na Serra Catarinense é comprovada por números. Atualmente, o setor gera cerca de 800 empregos diretos e indiretos, distribuídos entre atividades que vão da produção no campo às operações turísticas e administrativas. Na última década, o crescimento foi expressivo: a área plantada aumentou 315%, passando de 74,83 hectares em 2013 para 235,5 hectares em 2023. O faturamento acompanhou esse avanço, com alta de 593% no período, passando de R$7,5 milhões para R$44,8 milhões, além de um crescimento de 88% no faturamento por hectare, refletindo ganhos em eficiência e valor agregado.
Atualmente, 27 vinícolas estão associadas à Vinhos de Altitude Produtores e Associados, distribuídas em municípios como São Joaquim, Videira, Urubici, Urupema, Campo Belo do Sul, Rancho Queimado e Bom Retiro, um aumento de 300% em relação a 2013, quando eram apenas sete. A produção média anual nos últimos quatro anos alcançou aproximadamente 1 milhão de garrafas, quase três vezes mais que há uma década. O reconhecimento também se traduz em qualidade: foram mais de 180 premiações conquistadas entre 260 novos rótulos lançados nos últimos quatro anos. O enoturismo responde por 38% do faturamento do setor, que alcançou R$17,04 milhões em 2023, consolidando eventos como a Vindima de Altitude de Santa Catarina, realizada há 12 anos e responsável por atrair para a região cerca de 50 mil visitantes entre março e maio, como um dos principais impulsionadores do desenvolvimento regional.
A 36ª edição da Festa Nacional do Pinhão, um dos maiores eventos culturais e turísticos do sul do Brasil, começa a tomar forma com anúncios oficiais que prometem movimentar Lages e toda a Serra Catarinense entre os dias 22 de maio e 7 de junho de 2026. A organização da festa marcou, nesta quarta-feira (11), o início da contagem regressiva dos 100 dias para o evento com uma apresentação inédita da programação musical, revelando atrações nacionais de peso e mudanças no formato tradicional da festa.
O evento de lançamento, realizado no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lages, antecipou as primeiras atrações que prometem atrair tanto moradores quanto turistas para a festa que já entrou no calendário de grandes festivais do país.
Shows nacionais e grandes nomes da música
Um dos destaques do anúncio foi a confirmação de shows nacionais na Arena Pinhão, montada no Parque de Exposições Conta Dinheiro, espaço que funcionará como palco principal da música ao longo da festa. No dia 30 de maio, a programação promete uma noite de grande atração com Lauana Prado, Alexandre Pires e o DJ Alok — nome de destaque no cenário eletrônico brasileiro e internacional.
Nos dias anteriores à grande noite musical da Arena, a programação terá início no dia 29 de maio com apresentações regionais das bandas Corpo e Alma e Brilha Som, com entrada gratuita, oferecendo uma experiência variada e acessível ao público.
Além disso, a festa terá a abertura oficial no Recanto do Pinhão Aracy Paim, no centro da cidade, com shows de artistas como Renato Borghetti e a participação da Fábrica de Gaiteiros no dia 22 de maio, seguido pelo tradicionalista Baitaca no dia 23.
Novidades no formato e acesso ao público
Um dos pontos mais comentados nesta edição é o novo formato do evento: o parque terá entrada franca para que o público possa aproveitar a gastronomia típica, o artesanato, a decoração temática e o parque de diversões sem pagar ingresso, enquanto a cobrança ficará restrita à Arena Pinhão — onde estão os shows nacionais. A ideia, segundo a organização, é integrar ainda mais a festa à comunidade e à vida cultural de Lages.
Tradição e cultura em destaque
Além da programação musical, a Festa do Pinhão 2026 manterá elementos tradicionais que fazem parte da identidade cultural da Serra Catarinense. As Sapecadas da Serra Catarinense e da Canção Nativa, dois dos momentos mais aguardados pelo público, já têm datas confirmadas entre 29 e 31 de maio, com inscrições abertas para compositores e intérpretes.
As inscrições para o Concurso da Realeza da Festa do Pinhão também seguem abertas até o dia 20 de fevereiro, com a escolha da rainha e das princesas prevista para o início de março, reforçando o caráter tradicional e comunitário do evento.
Expectativa e impacto regional
Com a divulgação antecipada das atrações — incluindo nomes consagrados da música brasileira — a organização espera que a Festa Nacional do Pinhão represente não apenas um momento de celebração cultural, mas também um impulso para o turismo e a economia regional. A prefeita de Lages, Carmen Zanotto, destacou que a proposta é consolidar o evento como uma experiência que envolva toda a cidade e a Serra Catarinense, incentivando moradores e visitantes a participarem de uma programação rica em cultura, música, tradição e entretenimento.
À medida que a contagem regressiva dos 100 dias avança, cresce a expectativa para uma das festas mais aguardadas do calendário catarinense — com promessa de grandes shows, celebração da cultura local e experiências que vão muito além do tradicional pinhão na mesa.
Além dos resultados preliminares, um aspecto curioso relacionado à laminina, proteína produzida naturalmente pelo corpo humano e que dá origem à polilaminina, passou a chamar a atenção nas redes sociais: o formato da molécula, que lembra uma cruz.
O estudo brasileiro que investiga o uso da polilaminina na regeneração de lesões medulares tem sido um dos assuntos mais comentados nos últimos dias. A pesquisa ganhou destaque após pacientes paraplégicos e tetraplégicos apresentarem sinais de melhora com o uso da substância, que ainda está nas fases iniciais de testes.
Uma substância estudada há quase três décadas no Brasil surge como uma nova esperança para vítimas de lesões na medula — embora ainda esteja nas fases iniciais dos testes clínicos.
Trata-se da polilaminina, versão derivada da laminina — uma proteína produzida naturalmente pelo nosso corpo — e que foi desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
No início deste ano, o medicamento foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos.
Essa é a primeira etapa necessária para avaliar com rigor uma substância antes que ela possa ser comercializada no país. Ainda será preciso passar por outras duas fases para avaliar a segurança e a eficácia da molécula, algo que pode levar alguns anos.
A autorização para o início dos testes é considerada um marco para pesquisadores que investigam a molécula há muitos anos e têm obtido resultados promissores em modelos experimentais para tratar lesões medulares.
“Neste momento, não tenho certeza absoluta ainda que estaremos diante de algo espetacular, mas isso é possível”, destaca a professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, que lidera as pesquisas na UFRJ.
Apesar de ainda estar longe de ter uma autorização para ser comercializada e usada em tratamentos, pessoas com diferentes tipos de lesão na medula têm obtido acesso ao tratamento por meio de liminares expedidas pela Justiça e têm relatado bons resultados.
Um caso recente foi o da nutricionista Flávia Bueno, de 35 anos, que ficou tetraplégica após sofrer um acidente ao mergulhar no mar nos primeiros dias do ano. Após a aplicação da proteína, em 23 de janeiro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ela está internada, a nutricionista voltou a mexer o braço direito, segundo sua família.
Tatiana Sampaio, pesquisadora que lidera as investigações há mais de três décadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comentou a repercussão do tema e revelou que muitas pessoas já se referiam à laminina como a “proteína de Deus”.
Graças a Deus ainda não saiu isso! No dia que sair vou estar perdida, porque aí mesmo vão dizer que é a ‘proteína de Deus’.”Tatiana Sampaio, líder das pesquisas sobre polilaminina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Tatiana Sampaio está à frente de pesquisa sobre polilaminina. Foto: Divulgação
Se estivesse vivo hoje, Monsenhor Padre Blévio Oselame celebraria 100 anos de vida — um marco que vai muito além de uma simples data no calendário. É a celebração de um dos maiores nomes da história religiosa, social e cultural da Serra Catarinense, cuja obra permanece viva no tecido diário desta comunidade.
Nascido em 11 de fevereiro de 1926, no distrito de Cocal do Sul, então pertencente a Urussanga, Blévio foi o mais velho de oito filhos e desde muito jovem demonstrou vocação para a vida sacerdotal. Aos 15 anos ingressou no Seminário Diocesano de Caxias do Sul e, mais tarde, aprofundou seus estudos em Filosofia e Teologia no Seminário Central dos Padres Jesuítas. Aos 24 anos foi ordenado sacerdote na Catedral de Lages pelo então Bispo Dom Daniel Hostin.
Mas a história de Padre Blévio não se resume a datas e títulos. Ao chegar em São Joaquim, em 1957, encontrou não apenas um povo carente de fé, mas uma cidade sedenta por direção, educação e esperança — e ele se tornou a resposta para essa necessidade.
Um visionário à frente do seu tempo
Padre Blévio não se limitou ao púlpito. Ele entendeu que a fé caminhava lado a lado com o desenvolvimento social e educacional. Assim, desempenhou papel fundamental na criação e consolidação de instituições que moldariam o futuro da cidade:
Incentivou a construção da Escola Técnica de Comércio, onde também lecionou como professor voluntário.
Foi um dos idealizadores do Colégio São José, conquistando uma autorização especial para que a escola fosse construída integralmente em madeira, uma solução pensada para enfrentar as baixas temperaturas de São Joaquim e oferecer mais conforto térmico aos alunos em uma das cidades mais frias do Brasil.
Concluiu as obras da Igreja Matriz, o cartão-postal da fé católica local, ao mesmo tempo em que erguia a moderna Casa Paroquial — considerada, em 1959, uma das edificações mais significativas da cidade.
Foi um dos sócios-fundadores da Rádio Difusora São Joaquim Ltda., onde apresentou por décadas o programa “A Voz do Vigário”, levando palavras de fé e reflexão a lares de toda a região.
Construiu escolas, residências para religiosas e espaços voltados à formação religiosa e social.
Sua atuação também ultrapassou os limites da paróquia: foi nomeado inspetor escolar por quatro anos pelo governador da época, abrangendo distritos que ainda não haviam se emancipado. Essa visão fez dele não apenas um padre, mas um verdadeiro artífice do desenvolvimento comunitário.
O coração do povo serrano
Padre Blévio tinha um dom raro: a capacidade de aproximar, acolher e inspirar as pessoas. Nos momentos mais importantes da vida dos joaquinenses em batizados, casamentos, despedidas, ele estava ali, não apenas como sacerdote, mas como amigo, conselheiro e presença confiável.
Suas missas inesquecíveis, especialmente as realizadas em datas e tradições marcantes como a Missa Crioula na Festa Nacional da Maçã, tornaram-se parte da memória afetiva da cidade, unindo fé e cultura de forma única.
Ao lado de figuras como Monsenhor Padre Otávio de Lorenzi, Padre Blévio se transformou em símbolo de uma geração que viveu intensamente sua missão: caminhar com o povo, celebrar com alegria e construir com mãos e coração.
Um século que jamais chegará ao esquecimento
Padre Blévio faleceu em 5 de fevereiro de 2018, aos 91 anos, deixando um legado que poucos conseguem igualar — de fé, educação, compromisso social e amor ao próximo.
Se estivesse vivo hoje, celebraria seus 100 anos não apenas como um padre, mas como um dos maiores nomes da história de São Joaquim — um exemplo de dedicação que segue inspirando gerações. O tempo passou, mas sua obra, suas palavras e sua memória permanecem vivas nos corações de quem o conheceu e de quem ouviu falar dele.
Porque alguns homens não pertencem apenas ao seu tempo. Pertencem à memória.
Veja as imagens
(Arcervos Padre Blévio Oselame, Museu Histórico e São Joaquim Online)
Sua ordenação Sacerdotal na Catedral de Lages em 01/12/1954
Sua primeira missa com sacerdote em 12/12/1954 no município de Rio Rufino
Um marco para a História: o Colégio São José
Ao lado de seu companheiro Padre Otávio Di Lorenzi, Padre Blévio arrastava multidões durante as procissões em São Joaquim
Uma história toda que o tempo não vai apagar…
A última foto…
Registrada pelo fotojornalista Mycchel Legnaghi, da Agência São Joaquim Online, para a capa do Diário Catarinense de 2017 em uma reportagem especial sobre os 50 anos da histórica neve de 1957, esta imagem se transformou em um documento eterno. Nela, Padre Blévio segura com orgulho o retrato do dia em que chegou à cidade sob metros de neve, sem imaginar que aquele também seria seu último registro, esse foi um encontro definitivo entre o homem, a memória e a própria história de São Joaquim.
Um acidente de trânsito registrado no início da manhã desta quinta-feira (12) provocou momentos de tensão no Caminhos da Neve, em São Joaquim. Por volta das 6h42min — quando o sol já iluminava a Serra e o movimento começava a ganhar força, um veículo de passeio saiu da pista e capotou em um dos trechos mais conhecidos da rodovia: a curva próxima à unidade da CASAN.
Segundo o 5º Batalhão de Bombeiros Militar, as viaturas ABTR-78 e ASU-566, da Organização Bombeiro Militar (OBM) de São Joaquim, foram acionadas pelo COBOM para atender a ocorrência na rodovia. Ao chegarem ao local, os socorristas confirmaram que se tratava de uma Fiat Strada prata, com placas no padrão Mercosul, que havia saído da pista e capotado às margens da estrada.
No veículo estava um casal. Apesar da violência do acidente, ambos já se encontravam fora do automóvel quando as equipes chegaram, caminhando pela cena, um indicativo considerado positivo pelos socorristas diante do potencial de gravidade desse tipo de ocorrência.
A passageira, uma mulher de 59 anos, foi atendida pela equipe da ASU-566. Ela estava consciente, orientada e com sinais vitais estáveis. Apresentava pequenos ferimentos na face, causados por estilhaços de vidro, além de queixar-se de dor na região torácica.
Os bombeiros realizaram a limpeza dos ferimentos, efetuaram a imobilização preventiva e encaminharam a vítima ao hospital para avaliação médica.
O condutor também recebeu atendimento pré-hospitalar e foi conduzido por uma equipe da Unidade de Suporte Básico (USB) do SAMU. O estado de saúde dele não foi detalhado, mas não havia, inicialmente, sinais de lesões graves.
As circunstâncias que levaram à saída de pista não foram divulgadas. Trechos sinuosos, como a curva onde ocorreu o acidente, exigem atenção constante dos motoristas — especialmente nas primeiras horas do dia, quando fatores como umidade na pista, baixa temperatura e possíveis bancos de neblina podem aumentar o risco.
O episódio serve como alerta para quem utiliza o Caminhos da Neve, uma via estratégica que conecta o município e recebe fluxo diário de trabalhadores, moradores do interior e turistas. Mesmo em condições aparentemente favoráveis, bastam poucos segundos de desatenção para que um trajeto comum se transforme em um cenário de perigo.
Com informações do Corpo de Bombeiros de São Joaquim
Os produtores de leite de Santa Catarina passam a contar com uma nova linha de crédito voltada ao custeio da produção. O governador Jorginho Mello lançou nesta terça-feira,10, na abertura da Tecnoeste 2026, em Concórdia, o Pronampe Leite Custeio/BRDE, que irá disponibilizar cerca de R$240 milhões para apoiar o setor. Com foco na oferta de capital de giro para a manutenção da atividade e da renda no campo, a nova linha de crédito integra o Programa Leite Bom SC que neste ano vai beneficiar cerca de 11 mil produtores.
O Pronampe Leite Custeio/BRDE é operado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e formulado em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). Se destina à cobertura dos custos de produção, como insumos, mão de obra e manutenção da atividade, com foco no atendimento de pequenos e médios produtores.
“O leite é uma atividade essencial para Santa Catarina, responsável pela renda de milhares de famílias. Nosso governo tem compromisso com quem produz e trabalha no campo, por isso lançamos o Pronampe Leite Custeio/BRDE. Essa é mais uma ação que chega para dar suporte ao produtor, garantir a continuidade da produção e fortalecer toda a cadeia leiteira”, afirmou o governador Jorginho Mello.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, ressaltou que a criação do Pronampe Leite Custeio/BRDE é resultado do diálogo com o setor produtivo e da atuação integrada do Governo do Estado.
“O Governo de Santa Catarina foi sensível a essa demanda do setor leiteiro, que precisava de uma linha específica de custeio para manter a atividade em funcionamento, e esse programa foi construído de forma conjunta, com o BRDE e com as equipes técnicas do governo, para entregar uma solução que atenda a realidade do produtor, com crédito, prazos acessíveis e juros reduzidos”, destacou.
Acesso e prazo
O Pronampe Leite Custeio/BRDE pode ser acessado por produtores de leite com rebanho registrado na Cidasc e que comercializaram leite ou derivados em 2025. O valor do financiamento é calculado com base no número de animais, com limite de R$1.000 por matriz, e teto máximo de R$50 mil por produtor.
O programa oferece prazo total de 24 meses, sendo 12 meses de carência e 12 meses para pagamento. As condições incluem juros zero para produtores com até 30 matrizes e 6% ao ano para produtores com mais de 30 matrizes, desde que os pagamentos sejam mantidos em dia.
De acordo com o diretor financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing, o financiamento será operacionalizado por meio das cooperativas de crédito, com início previsto para março de 2026. “É um programa que visa facilitar o acesso ao crédito, fortalecer quem produz e garantir mais renda e oportunidades no setor leiteiro”, ressalta.
Para acessar o programa, o produtor deve apresentar relatório do SIGEN + Cidasc, emitido há no máximo 30 dias, que comprove o número de vacas leiteiras e de bovinos fêmeas com 25 meses ou mais, além da nota fiscal de venda de leite ou derivados em 2025. Em caso de propriedade coletiva, é exigida uma declaração para informar que haverá apenas uma operação pelo programa.
Programa Leite Bom SC
O Programa Leite Bom SC, lançado em abril de 2024, é executado pela Sape, por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), em parceria com a Epagri, e Secretaria de Estado da Fazenda, e prevê a aplicação de R$ 300 milhões entre 2024 e 2027 para fortalecer a cadeia produtiva do leite em Santa Catarina.
Programa vai disponibilizar R$240 milhões para apoiar o setor (Foto: Roberto Zacarias/Secom GOVSC)
Do total de recursos, R$150 milhões são destinados a incentivos fiscais para a agroindústria do leite e outros R$150 milhões são voltados ao apoio direto aos produtores, por meio das linhas Financia Leite SC e Pronampe Leite SC.
O Financia Leite SC disponibiliza financiamentos para investimentos na melhoria dos sistemas produtivos. São empréstimos de até R$50 mil por produtor, com prazo de pagamento de cinco anos, sem juros, e 30% de desconto. Entre 2024 e 2025 beneficiou 3.220 produtores, com R$119,3 milhões em recursos aplicados.
O Pronampe Leite SC, concede subvenção de juros de até 5% sobre financiamentos bancários, com limite de R$100 mil por produtor e prazo de até oito anos. Na soma de 2024 e 2025, o programa viabilizou R$181,8 milhões em enquadramentos, ou seja, montante de recursos alavancados na economia, acessados por mais de 2,5 mil produtores.
Ampliando o conjunto de ações do Programa Leite Bom SC, o Pronampe Leite Custeio/BRDE, lançado durante a Tecnoeste, é uma linha específica de crédito para capital de giro, com prazos mais curtos e foco na manutenção da produção.
Produção de Leite
Santa Catarina ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de leite do Brasil, com mais de 24,5 mil produtores. Em 2024, a produção do Estado alcançou 3,3 bilhões de litros, cerca de 9% da produção nacional.
O leite é o produto agropecuário de maior valor agregado em Santa Catarina e de maior geração de renda. Em 2024, o valor da produção foi de R$8,26 bilhões, o que corresponde a aproximadamente 13% do Valor da Produção da Agropecuária estadual. Em 2025, a produção foi absorvida por 163 unidades industriais com inspeção oficial.
Sede do lançamento, Concórdia é o maior município produtor de leite catarinense, com 93,7 milhões de litros produzidos em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por Andréia Cristina Oliveira Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária