Para boa parte das pessoas, a primavera é a melhor estação do ano. Nem frio, nem quente – e uma cara linda, de jardim em flor, mas apesar da beleza das cores e das formas, a primavera podem trazer também o fim do sossego para os alérgicos respiratórios, ao começar a temporada de desabrochar diversas espécies de flores, aumenta a concentração de partículas de pólen no ar. Com isso cresce a incidência de crises alérgicas, pois justamente a polinização das flores, processo de reprodução em que os grãos de pólen circulam mais pelo ar. Esse pólen pode causar reações alérgicas e desencadear rinoconjuntivite, que tem como sintomas coriza, espirros, congestão e coceira no nariz e coceira e vermelhidão nos olhos, além de crises de broncoespasmo, caracterizadas por tosse, chiado no peito e falta de ar. Principalmente na região sul do Brasil, devido ao clima temperado, a polinização das plantas ocorre com mais intensidade e muitas pessoas apresentam a polinose, ou seja alergia ao pólen, e para os alérgicos aos pelém, nem tudo são flores com com a chegada da primavera, que tem início no dia 22 de setembro, o período das flores também acaba favorecendo muitos processos alérgicos, por conta da forte presença do pólen, principalmente em dias ensolarados e com vento. E já começam a sentir os efeitos, os olhos ficam avermelhados, um um indicativo do tormento em que passam durante período de floração das plantas.

As flores estão desabrochando, e todas as plantas parecem estar contra você: olhos lacrimejando, espirros e nariz entupido esperam por todos aqueles que tem alergia a pólen. Ao invés de apreciar o clima agradável e as plantas em seu auge, você pode apenas torcer para que a primavera acabe o quanto antes.

Seguindo a médica alergista e imunologista a médica Geórgia Milani, membro do departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade Paranaense de Pediatria, salienta que pessoas que têm coceira constante no nariz e olhos, congestão nasal, espirros e coriza, nos meses da primavera, provavelmente sofrem de rinite sazonal, chamada de polinose, termos utilizados para a alergia ao pólen.
Entre os sintomas oculares, Geórgia explica que há a hiperemia (vermelhidão nos olhos), lacrimejamento e muita coceira. Os sintomas nasais são congestão, coriza, coceira e espirros e pode, ainda, ocorrer irritação na garganta e dor de cabeça.

Em pacientes que apresentem esses sintomas, a médica aconselha realizar testes de alergia, que podem ser realizados na pele ou no sangue. Se o resultado for positivo, além das medidas de controle ambiental, pode ser realizado tratamento preventivo com medicações durante o período de polinização ou imunoterapia específica para o pólen, que é um tratamento mais longo e dura entre três e quatro anos.
Para evitar a polinose, Geórgia indica evitar o contato com as plantas, principalmente gramíneas e capins. Porém, segundo ela, isto é muito difícil, uma vez que os aeroalérgenos – ácaros domésticos (pequenos artrópodes presentes nos colchões, sofás, tapetes das nossas casas), os epitélios e o pêlos de animais domésticos (gatos, cães), por exemplo – estão dispersos no ar,
principalmente nessa época da primavera.
principalmente nessa época da primavera.

“O contato com o alérgeno vai ser maior em pessoas que vivem em regiões rurais, ou chácaras, próximos a terrenos baldios ou parques”, explica.
Algumas medidas que podem ajudar pacientes alérgicos ao pólen:
– Utilizar a medicação prescrita regularmente;
– Utilizar a medicação prescrita regularmente;
– Lavar frequentemente o nariz com soro fisiológico;
– Manter as janelas fechadas;
– Ventilar a casa, nas primeiras horas da tarde;
– Cortar a grama regularmente, porém quando cortar, o paciente não poderá estar no local até duas horas após;
– Cuidar dos sintomas em lugares com maior concentração de polens, como parques e em dias ensolarados com muito vento;
Fonte: Site Terra, entrevista com a Médica alergista e imunologista, Geórgia Milani, membro do departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade Paranaense de Pediatria..






