Variante foi detectada em seis pessoas a bordo do navio MV Shandong da Zhi, atracado no litoral do Maranhão. Uma delas é um tripulante indiano de 54 anos que precisou ser levado de helicóptero para atendimento médico em São Luís.
O Maranhão registrou os primeiros casos da variante indiana do coronavírus no estado. São seis pessoas que chegaram ao estado a bordo do navio MV Shandong da Zhi, atracado no litoral do Maranhão.
A informação foi confirmada por Carlos Lula, secretário de Saúde estadual do Maranhão e presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), na manhã desta quinta-feira (20).
Dos seis infectados, um precisou ser levado de helicóptero para um hospital da rede privada no dia 13 de maio. Trata-se de um tripulante indiano de 54 anos.
De acordo com o secretário, foi possível fazer o estudo genômico de 6 das 15 amostras estudadas. Em todas as 6 amostras foram confirmadas a cepa indiana. Por conta disso, a tripulação se encontra isolada e o navio, que não tem permissão para atracar na costa do Maranhão, continuará ancorado. Conforme o secretário, 100 pessoas que tiveram contato com esses tripulantes serão testadas, acompanhadas e isoladas.
De acordo com o secretário, foi possível fazer o estudo genômico de 6 das 15 amostras estudadas. Em todas as 6 amostras foram confirmadas a cepa indiana. Por conta disso, a tripulação se encontra isolada e o navio, que não tem permissão para atracar na costa do Maranhão, continuará ancorado. Conforme o secretário, 100 pessoas que tiveram contato com esses tripulantes serão testadas, acompanhadas e isoladas.
Estes são os primeiros casos da cepa indiana no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante está sendo classificada como um tipo digno de preocupação global. A OMS disse que a linhagem predominante da B.1.617 foi identificada primeiramente na Índia em dezembro, embora uma versão anterior tenha sido detectada em outubro de 2020.
A variante indiana B.1.617 possui três versões, com pequenas diferenças (B.1.617.1, B.1.617.2 e B.1.617.3), descobertas entre outubro e dezembro de 2020. As três versões apresentam mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por conectar-se aos receptores das células humanas e dar início à infecção.
Entre as alterações, uma se destaca: E484Q tem algumas similaridades com a E484K, alteração encontrada nas outras três variantes de preocupação global. São elas: a B.1.1.7 (Reino Unido), a B.1.351 (África do Sul) e a P.1 (Brasil, inicialmente detectada em Manaus).
Até o momento, cientistas ainda não conseguiram estabelecer:
A sua real velocidade de transmissão e se ela é mais transmissível Se a variante está relacionada a quadros de Covid-19 mais graves, que exigem internação e intubação
O quanto as mudanças genéticas interferem na eficácia das vacinas já disponíveis
Com informações G1




