Vacinação em SC: Estado recebe mais 157 mil doses da vacina contra a Covid-19 nesta quinta

Foto: Doia Cercal / Secom

Duas novas remessas de vacinas contra a Covid-19, um total de 157.250 doses, chegam a Santa Catarina nesta quinta-feira, 8. O primeiro lote, com 122.850 doses da Pfizer, chegou ao aeroporto de Florianópolis às 18h15. O segundo lote, com 34.400 doses da vacina Coronavac, tem previsão de chegar à Capital por volta das 23h50. Com essas duas remessas, SC soma um total de 5.194.030 doses recebidas desde o início da vacinação.

“Atualizamos o nosso calendário para que até o fim de agosto todos os moradores acima de 18 anos de Santa Catarina tenham recebido pelo menos a primeira dose e estamos empenhados para cumprir esta meta. As doses já serão distribuídas nesta sexta para que os municípios deem continuidade ao cronograma e avancem nas faixas etárias”, ressalta o governador Carlos Moisés.

O Governo de Santa Catarina começa a distribuição dessas doses na manhã de sexta-feira, 9. Serão enviadas para as 17 centrais regionais, para entrega aos municípios, metade das doses recebidas da vacina Coronavac (17.200) para aplicação da primeira dose (D1). A outra metade ficará armazenada na Rede de Frio Estadual para garantir a aplicação da segunda dose (D2) no intervalo adequado de 28 dias. Com relação às vacinas Pfizer, todas as doses recebidas nesta remessa (122.850) serão distribuídas para aplicação da D1.


Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

As vacinas recebidas nesta quinta-feira serão utilizadas para dar continuidade à vacinação da população em geral por faixa etária, além do grupo dos trabalhadores industriais. Para isso, os municípios devem destinar 30% das doses recebidas para a vacinação dos trabalhadores industriais e 70% para a população por faixa etária.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), João Augusto Brancher Fuck, explica que como o cálculo de doses enviadas nesta e na última remessa tem considerado as pessoas residentes nos municípios e não o local de trabalho, a vacinação de ambos os grupos deve ocorrer por município de residência. “O trabalhador industrial que mora em Schroeder, por exemplo, mas trabalha em Joinville, deve receber a vacina em Schroeder”, esclarece o diretor.

Novas doses vão equalizar a vacinação por faixa etária

Levantamento realizado pela Dive identificou 78 municípios que ainda não iniciaram a vacinação na faixa etária dos 40 aos 45 anos. Sendo assim, o estado vai encaminhar, nesta remessa, doses para que essas cidades consigam começar a imunizar esse grupo etário, cumprindo o cronograma pactuado entre Estado e municípios.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, ressalta que essa nova distribuição busca homogeneizar a vacinação por faixa etária e vai possibilitar que todos os municípios avancem no cumprimento do Calendário Estadual de Vacinação. “Desta forma, conseguiremos equalizar a vacinação em Santa Catarina, permitindo que todas as cidades possam iniciar a vacinação no grupo etário de 35 a 39 anos de forma conjunta, dando mais um passo para que toda a população catarinense acima de 18 anos receba a primeira dose da vacina até o fim do mês de agosto”, enfatiza o superintendente.

Segunda dose da AstraZeneca/Fiocruz


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

As secretarias municipais de saúde podem antecipar o intervalo de aplicação da segunda dose (D2), da vacina do laboratório AstraZeneca/Fiocruz, para 10 semanas. A medida foi pactuada em CIB para organizar o processo de vacinação, a fim de evitar o atraso no período recomendado para a aplicação das doses deste fabricante, que é de até 12 semanas.

Desta forma, desde o dia 5 de julho, os municípios catarinenses estão autorizados a agendar a segunda dose da vacina deste fabricante para um período a partir de 10 semanas (70 dias) da primeira dose, com limite máximo de 12 semanas (84 dias), sem prejuízo para a vacinação.

Serão encaminhadas, também nesta distribuição, 58.250 doses do laboratório AstraZeneca/Fiocruz e 34.000 doses do laboratório Sinovac/Butantan aos municípios para aplicação da segunda dose (D2).

Por Amanda Mariano
Bruna Matos
Patrícia Pozzo
NUCOM – Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) Secretaria de Estado da Saúde

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