Outubro Rosa: mastologista esclarece dúvidas frequentes sobre o câncer de mama

Foto Divulgação

Hoje, 19 de outubro, é celebrado o Dia Internacional da Luta Contra o Câncer de Mama. E, para esclarecer dúvidas sobre o assunto, o mastologista do Hcor, Dr. Afonso Nazário, responde perguntas frequentes em relação à doença.

Especialista relembra que o autoexame não substitui a mamografia e o acompanhamento regular no consultório médico

O câncer de mama é um dos tipos de tumor mais comuns no mundo. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença representa 11,7% do total dos casos diagnosticados em 2020. E, apesar de o envelhecimento ser um dos fatores de risco para a doença, a incidência em mulheres jovens, abaixo dos 40 anos, vem aumentando.

“O histórico da paciente é essencial para o médico identificar se há necessidade de iniciar uma rotina de rastreamento antecipada”, comenta Afonso Nazário, mastologista do Hcor – hospital multiespecialista de São Paulo.

De acordo com o especialista, nódulo endurecido no seio, saída espontâneas de líquido pelo mamilo (principalmente sangue), feridas na mama que não cicatrizam e ínguas na axila podem ser os primeiros sintomas do câncer de mama. No entanto, se engana quem acredita que a ausência de sinais é sinônimo da não existência do tumor. “O câncer de mama pode ser silencioso, por isso ressaltamos a importância do acompanhamento médico periódico e da realização dos exames de rastreamento”, enfatiza.

Abaixo, o mastologista esclarece outras dúvidas e crenças frequentes relacionadas à doença.

  1. O câncer de mama dói?

Muito raramente. “Nos estágios iniciais, os tumores podem se apresentar sob a forma de microcalcificações ou nódulos impalpáveis, por isso a recomendação da realização do exame de mamografia a partir dos 40 anos, ou antes disso, em casos individualizados”, reforça Nazário.

  1. Q
  2. uem toma anticoncepcional tem mais chances de desenvolver câncer de mama?

O uso do anticoncepcional aumenta discretamente o risco para câncer de mama, se feito prolongadamente. “Após sua suspensão, em um intervalo de 10 anos, o risco passa a ser igual ao de quem nunca tomou o medicamento”, explica.

  1. A ocorrência de nódulos nos seios pode aumentar o risco para câncer de mama?

Não. A presença de nódulos benignos nos seios é muito comum e não tem relação direta com o câncer de mama. “Somente um tipo de nódulo específico, com atipia, poderia aumentar esse risco, mas é raro”, tranquiliza o especialista do Hcor.

  1. O uso de sutiã, principalmente com armação de ferro, causa câncer?

Não há comprovação científica sobre isso. “Sutiãs com aro metálico ou de tecidos mais apertados, como lycra ou outros sintéticos, não têm relação direta com o desenvolvimento de tumores. Já outros hábitos como sedentarismo, consumo de álcool e má alimentação, esses sim são considerados fatores de risco para a doença”.

  1. Fazer o autoexame diariamente é suficiente para o diagnóstico do câncer de mama?

O autoexame não substitui os exames de imagem, que são indicados para o rastreamento do câncer e diagnóstico precoce. “Com o toque nas mamas, geralmente a mulher só encontra tumores com mais de 2 cm, o que significa que o câncer já pode estar avançado. Por isso, o autoexame não deve ser considerado um exame preventivo. O hábito é indicado apenas como uma forma da mulher conhecer seu próprio corpo, a fim de procurar um especialista se encontrar algo diferente”, pontua o mastologista.

 

Sobre o Hcor

O Hcor oferece atendimento em mais de 50 especialidades, dentre as quais Neurologia, Oncologia, Ortopedia e Cardiologia – área na qual tem grande renome nacional e internacional –, contando ainda com um centro próprio de Medicina Diagnóstica. O hospital possui diversas acreditações, incluindo a Joint Commission International (JCI), e é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), há mais de 10 anos.

Instituição filantrópica, iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria. Além do escopo assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa (IP-Hcor) reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Também está à frente de um Instituto de Ensino (IE-Hcor) que capacita e atualiza milhares de profissionais anualmente e é certificado pela American Heart Association.

Por Dr. Afonso Nazário

Luna Aghata | public relations

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