Os jogos e apostas online podem ser viciantes. A indústria de Betting e Gambling adotou, aliás, uma política de Jogo Responsável, de modo a incitar os jogadores e apostadores a manterem controlo sobre o jogo. Além disso, plataformas como a Slotozilla oferecem incentivos como o bónus de marca no Slotozilla, atraindo novos jogadores e premiando a fidelidade dos utilizadores. No entanto, antes de abordar um possível desenvolvimento da dependência, é necessário perceber as motivações que levam a jogar e apostar online.
Motivação para Jogar Online
Quais os principais fatores que levam o utilizador a registar-se em plataformas de jogos online e começar a jogar? Cada cliente poderá ter diferentes motivações, mas existem, na grande maioria dos casos, três elementos comuns. Mesmo que os jogadores possam não os considerar de imediato, apresentamos abaixo os três principais fatores motivacionais para jogar online.
Sensação de Recompensa Imediata
Jogar online é divertido. Uma diversão que, ainda por cima, pode ser lucrativa. As recompensas e prémios imediatos, características do jogo online, são uma das motivações para começar a jogar.
A sensação de vitória, associada a um prémio monetário, tem um papel importante nas motivações do jogador para começar a jogar.
Fator de Entretenimento
Não há como negar: os jogos são divertidos e emocionantes. Mesmo sem apostas ou potencial ganho, jogar online é uma boa forma de descontração. A expetativa nos giros da roleta, a carta em falta para o blackjack e as rodadas das slots são puro entretenimento, que os jogadores apreciam.
Competição e Status Social
Este fator pode não ser assumido pela maioria dos jogadores, mas influencia o jogo online. A competição, inerente ao jogo, é ainda mais expressiva nos jogos online. Mesmo sem apostas ou dinheiro, todos querem ganhar uma aposta. O espírito competitivo é inerente à grande maioria das pessoas.
Já o status social que o jogo pode trazer é outro ponto a considerar. Algumas pessoas sentem-se mais valorizadas e mais importantes socialmente em frente a uma mesa de jogo. Mais, no caso de vitória, pode alcançar um nível social que de outra forma não seria possível.
Estes fatores, muito psicológicos e inconscientes, levam muitos jogadores a começar a jogar.
Desenvolvimento de Dependência
Todas as motivações acima mencionadas e outras que cada jogador possa ter não implicam necessariamente um jogo descontrolado ou uma dependência no jogo. Um jogador pode, perfeitamente, manter o jogo moderado, em função da sua condição financeira e do tempo que dedica ao jogo.
Todavia, alguns jogadores entram num ciclo vicioso. Jogam, muitas vezes, para recuperar perdas – o que é o primeiro sinal de alarme. Se apostar dinheiro que não lhe faz falta para outras coisas, mesmo perdendo o dinheiro no jogo, isso não será uma preocupação. Mas, ao apostar dinheiro que estava destinado a outras utilizações e perder, o jogador vai continuar a jogar para o recuperar. O que, na maior parte dos casos, só agrava o problema, já que pode acabar por gastar ainda mais dinheiro.
Outro aspeto que pode levar ao desenvolvimento da dependência do jogo está associado ao rendimento. Ou seja, o jogador aposta, tem sorte, ganha dinheiro. Sem ter a noção de que pode ser apenas uma maré de sorte, o jogador começa a encarar o jogo como uma fonte de rendimento ou uma forma de ganhar dinheiro fácil. Assim, joga cada vez mais tempo, com apostas cada vez mais altas. A verdade é que pode correr muito bem por uns tempos, mas a longo prazo, o jogo online não pode ser visto como uma “profissão”.
Outro sinal de alarme acontece quando o jogador não consegue parar de jogar e põe em causa a sua vida pessoal, profissional e social, por causa do jogo. O isolamento pode levar à dependência.
Porém, tanto os sites de jogos online, como organizações dedicadas apresentam um conjunto de estratégias para controlar e mitigar o vício do jogo online. Podemos destacar algumas como:
- Nunca jogar para recuperar perdas.
- Encarar o jogo como entretenimento e não rendimento.
- Considerar sempre as condições financeiras.
- Não subestimar outros aspetos importantes da vida em sociedade.
- Limitar as sessões de jogo.
- Definir um saldo máximo para jogo.
- Saber parar.
Muitas outras poderiam ser listadas. O mais importante é o jogador perceber que está com um problema e pedir ajuda.
Auto-regulação e Limites Pessoais
Por muitas associações de ajuda e políticas de jogo responsável que existam, em última instância será o jogador a decidir. Cabe ao jogador perceber que está com um problema e pedir ajuda. Muitos, à sua volta, podem querer ajudar, mas se o jogador não quiser, toda a ajuda externa será vã.
Portanto, o primeiro passo deve ser tomado antes mesmo de se chegar a um jogo vicioso. Antes de começar a jogar online, o apostador deve ser capaz de autorregular-se e estabelecer limites pessoais. Os sites de apostas online dão uma ajuda. No perfil do jogador, ele pode definir limites de tempo e de dinheiro. Ou seja, o jogador pode, por exemplo, estabelecer que joga 30 minutos por dia, com um plafond de 50€/dia. Ao atingir um destes dois fatores (tempo/dinheiro), o site não permite ao jogador continuar a jogar.
Claro que compete sempre ao cliente definir estes valores.
Terapias e Suporte Psicológico
Os jogadores com dependência de jogo podem recorrer a ajuda de psiquiatras, devidamente especializados para o tratamento de vício de jogo.
Em Portugal, o jogador poderá também recorrer à Linha Vida, da SICAD, ao Instituto de Apoio ao Jogador (IAJ) e a outras instituições, com profissionais dedicados, que podem orientar, aconselhar e ajudar o jogador.
Se for o caso, o jogador pode, no site do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) auto-excluir-se de qualquer site online licenciado por este organismo. Ao fazê-lo, não poderá registar-se ou jogar nas plataformas de jogo online.
O jogador deve, sobretudo, estar atento ao seu comportamento face ao jogo e definir uma linha vermelha, que não deverá ultrapassar para manter um jogo controlado.


