Veneno de tarântula têm potencial para virar inseticida

Toxinas encontradas numa espécie de aranha nativa da Amazônia tem potencial para o desenvolvimento de fármacos e até de inseticidas biológicos.

Trata-se da peçonha da tarântula Acanthoscurria juruenicola, que foi caracterizado em um estudo publicado no Journal of Proteome Research por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto Butantan, além de parceiros no Brasil e nos Estados Unidos.

“Em 2023 completam-se cem anos da descrição dessa espécie e só agora conseguiu-se caracterizar o veneno. As aranhas costumam ter um volume muito pequeno de peçonha, então só as tecnologias mais recentes são capazes de fazer uma caracterização que dê conta da diversidade de toxinas produzidas por esses animais”, conta Alexandre Tashima, professor da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) apoiado pela Fapesp e coordenador do estudo.

demandaria que tivessem mais peçonha do que os machos.

Os dados do trabalho foram disponibilizados em repositórios públicos on-line, fundamentais para que pesquisadores que buscam novas moléculas para o desenvolvimento de medicamentos e outras aplicações possam encontrar candidatos a novos produtos.

“Nossa biodiversidade ainda traz muitas boas surpresas, por isso também é fundamental a conservação do meio ambiente. A solução para muitos problemas pode estar escondida em espécies ainda não descobertas ou mesmo em outras já descritas há muito tempo, como essa aranha”, afirma o pesquisador.

Com informações: Canal Rural

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