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“Goiabeiras” – Veja como está a mais temível e perigosa ponte entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

A desafiadora Ponte das Goiabeiras, no Caminhos da Neve, que interliga as Serras Gaúchas a Serra Catarinense via São Joaquim, está, mais uma vez, em estado deplorável após a cheia do Rio Pelotas na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mais precisamente entre os municípios de Bom Jesus-RS e São Joaquim-SC.

As imagens foram feitas na tarde de Sábado (25), durante a cheia, pós tempestade, que encobriu a ponte e também na manhã de domingo (26) após as águas baixarem mostrando o que restou dela. Ou seja: Trilhos de ferro remexidos, pranchões de madeira arrancados pela força da correnteza, muitos detritos e até mesmo pedaços de árvore sobre ela.


Veja o Vídeo do estado da ponte:


Nesta segunda-feira (27) recomeça o drama de caminhoneiros, produtores e usuários para a recuperação da mais desafiadora das pontes existentes, hoje, no Sul do Brasil. Quem arriscaria passar por ela neste estado? Mas acredite, existe muitas pessoas que se arriscam a passar, não por uma plena aventura, mas pela mais pura necessidade.

Com a federalização da rodovia em 2018 e com destinação de R$ 40 milhões aprovados pela Bancada Catarinense para o orçamento de 2019 para a Caminhos da Neve, uma nova luz se ascendeu no fim do túnel para os expectadores gaúchos e catarinenses. Mas não se sabe o porquê o estado de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul ainda não entregaram a papelada necessária para a transmissão da Rodovia Caminhos da Neve para o Governo Federal, sendo assim, o Governo Federal ainda não recebeu a rodovia oficialmente e ela ainda continua com a jurisdição dos estados.

As imagens comprovam por si só o que faz da famigerada Ponte das Goiabeiras ser a mais temível e perigosa ponte do sul do Brasil:

No Caminhos da Neve (no trecho de São Joaquim) pedaços de madeira no caminho já alertam para o perigo iminente durante uma cheia

Seguindo à frente dá para perceber o quanto a água avança sobre a estrada

Placa avisa sobre um posto da CIDASC em Santa Catarina

Ao se aproximar durante uma cheia não dá para ver nada, nem que abaixo de todo este volume de água existe uma ponte…

Quando a água vai baixando já dá para perceber parte do caminho…

E baixando um pouco mais do volume de água é possível notar o que sobrou da ponte…

Pranchões de madeira que substituem os pilares quebrados foram arrancados pela força da correnteza…

Até mesmo alguns trilhos de ferro foram arrancados pelas águas do Rio Pelotas…

Uma armadilha e um perigo iminente para os usuários que se arriscam ao passar diariamente pela ponte…

Muita sujeira e detritos sobre a ponte após a cheia…

Moradores, motoristas e produtores devem fazer a retirada dos detritos, realocar os pranchões, fixar os trilhos e continuar passando por essa ponte nessas mesmas condições até que a próxima cheia traga tudo de novo e a saga dos populares se repita de novo e de novo…

 

Imagens Eder Souza e Alessandro Melo

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