Walter Casagrande, saiba tudo sobre o atleta que perdeu para as drogas, mas se reergueu e hoje dá show de cidadania

Ele é um dos principais comentaristas esportivos do Brasil, mas o abuso de substâncias químicas quase destruiu a vida e carreira do jogador

Walter Casagrande Jr., mais conhecido como Casagrande ou Casão pelos amantes do esporte, está em sua melhor forma e é hoje um dos mais importantes comentaristas esportivos do país. No entanto, nem sempre foi assim. Veja esse material especial que a KTO apostas online, preparou para você. 

Sua carreira começou como atleta, e o ex-atacante tem uma longa história com o futebol brasileiro, tendo atuado em times nacionais e internacionais. 

Casagrande sempre teve fortes opiniões políticas, expressadas desde seu tempo de jogador, um dos motivos pelos quais se tornou comentarista. 

No Corinthians, fez parte da Democracia Corintiana ao lado de outros jogadores como Sócrates, Wladimir e Zenon. 

O movimento, que surgiu na década de 80, foi revolucionário para a equipe. Fatores importantes como contratações, regra de concentração e até liberdade para expressar opiniões políticas eram decididos pelo voto igualitário no clube, incluindo jogadores e técnico, o que criou uma espécie de autogestão. 

Após a aposentadoria, que veio em 1996, Casagrande virou comentarista pela ESPN, até integrar o time da Rede Globo. 

Porém, o abuso de substâncias químicas quase destruiu sua vida e a carreira impecável.

Hoje, Walter Casagrande marca presença em praticamente todas as transmissões de futebol da Globo, dando um show de carisma e de cidadania. 

Ex-jogador e comentarista

Casão foi revelado pelo Corinthians, clube em que iniciou sua carreira como atacante em 1980. Ele ficou longe do time por dois anos, após desentendimentos com o técnico Osvaldo Brandão. Nesse ínterim, atuou no Caldense, equipe de Poços de Caldas. 

Em 1982, voltou ao alvinegro paulista, época na qual fez parte da Democracia Corintiana, e tornou-se também bicampeão paulista (1982 e 1983). 

Na sequência, foi emprestado ao São Paulo, em 1984, por onde teve uma boa passagem e ganhou o apelido de Casão.    

O ex-jogador chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira por Telê Santana para atuar na Copa do Mundo de 1986, mas acabou ficando no banco de reservas. A convocação, no entanto, lhe rendeu uma passagem pela Europa. 

Em 1987, o jogador foi contratado pelo Porto, de Portugal, quando participou do título inédito da UEFA Champions League disputada no mesmo ano de sua contratação. 

Durante trajetória pela Europa, Casagrande também passou pelas equipes italianas Ascoli e Torino. Após seis anos no exterior, o ex-atleta voltou ao Brasil como reforço do Flamengo, em 1993.

Casão ainda teve mais uma passagem pelo Corinthians, após pedidos da torcida corintiana. Em 1995, jogou pelo Paulista, de Jundiaí, encerrando sua carreira no São Francisco, em 1996.  

O ex-jogador passou a atuar como comentarista da Rede Globo logo depois, em 1997, acumulando seis Copas do Mundo e quatro Olimpíadas no seu currículo. Além disso, está presente em quase todas as transmissões esportivas da emissora, participando do “Bem, Amigos”, “Seleção Sportv”, “Troca de Passe”, “Redação Sportv”, “Esporte Espetacular”, “Jornal Nacional” e “Jornal da Globo”.  

Suas posições políticas, senso crítico e carisma o tornaram um dos comentaristas mais respeitados e apreciados da televisão brasileira. 

Luta contra as drogas

Ainda quando atleta, Casagrande levava uma vida boêmia e seu histórico com as drogas vem desde os tempos nos gramados. 

O consumo, principalmente de heroína e cocaína, se intensificou em 1998, dois anos depois da aposentadoria. 

O abuso de substâncias químicas acabou com um casamento de 20 anos e quase destruiu sua vida e carreira. Casagrande já afirmou em entrevistas que teve quatro overdoses, a primeira aos 42 anos, além de surtos psicóticos. 

Em 2007, o comentarista sofreu um grave acidente de carro que o deixou em coma por 24 horas. Após o ocorrido, a família decidiu interná-lo em uma clínica de reabilitação, de onde só saiu após alta dos médicos.

Dois anos depois, Casão deu a volta por cima e, em 2009, voltou às transmissões da TV Globo. 

Com a sua trajetória contada em duas biografias, “Casagrande e seus Demônios” e “Sócrates & Casagrande”, hoje, o comentarista está livre de vícios e pretende recuperar os anos perdidos e se dedicar aos filhos, Victor Hugo, Ugo Leonardo e Symon. 

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