Faleceu na manhã desta quinta-feira 27, em Porto Alegre aos 96 anos, o ilustre Eng° Agr° Joaquinense, João Rodrigues Mattos. Ele que nos deixa um grande legado, pois foi um homem que lutou pela criação do Parque Nacional de São Joaquim. Grande entusiasta do cultivo da goiaba serrana, autor de obras sobre a Araucária e várias fruteiras nativas.
João Rodrigues Mattos, nasceu em 1926, filho de André Mattos e Palmira Rodrigues Mattos, casado com a eng° agronoma: Nilza Fischer Mattos, tiveram duas filhas: Livia Fischer Mattos e Carlinda Maria Fischer Mattos e o neto: Guilherme Fischer Mattos.
Dedicado a Botánica Sistemática, em particular a familia de las Myrtaceae, trabalhando longos anos no Instituto de Botânica de São Paulo; e posteriormente, Na Secretaría de Agricultura do Estado de Rio Grande do Sul.

João Mattos, foi um agrônomo, que vislumbrava a vocação da região serrana de SC, o turismo de natureza – o ecoturismo – e isso só poderia ser feito se parássemos ou, ao menos, diminuíssemos o ritmo de desmatamento das matas de araucárias.
Seu grito foi ouvido em 6 de julho de 1961, quando, decreto do presidente Jânio Quadros, criou o Parque Nacional de São Joaquim, hoje localizado entre Urubici, Grão Pará, Orleans e Bom Jardim da Serra, todos em Santa Catarina. O nome deste visionário era João Rodrigues de Mattos, joaquinense, casado com dona Hilda. Em 1957, o INP encontrou 4 milhões de pinheiros exploráveis em São Joaquim.
A preocupação era de que, se este recenseamento se aproximasse da realidade, cerca de 90% do pinhal estaria vendido a madeireiras do RS. Por isso, chamou a atenção à necessidade de criação do Parque Florestal em São Joaquim. O local garantiria a proteção de paisagens da Serra e serviria para desenvolver o turismo quando do declínio da indústria madeireira.
Este parque, que até poucos anos só existia no papel, se tornou realidade, e o sonho de Mattos hoje é a quinta unidade de conservação federal mais visitada do país em 2012. Muito ainda há de ser feito para melhorar a infraestrutura do local, mas diante do que ele imaginou, em 1957, do potencial turístico desta linda região que é orgulho dos catarinenses, tudo é possível.
João Rodrigues de Mattos percebeu a necessidade de se proteger a natureza dessa área do país, sobretudo as Florestas de Araucárias que vinham sendo dizimadas de forma insensata. Para as regiões do Morro da Igreja (Pedra Furada) e Santa Bárbara, onde ficam as nascentes dos rios Pelotas (o principal afluente do Rio Uruguai), do rio Lava-Tudo, e do rio Três Barras (afluente do Rio Tubarão), ele propunha que se criasse um Parque Florestal ou Reserva Florestal que protegeria a flora e fauna, as nascentes dos rios, e, visualizando muitas décadas à frente, ainda iria servir ao uso turístico.

João Mattos é autor de diversos livros,entre eles:
Espécies de Pinus Cultivados no Brasil
Botânica Elementos de Morfologia
Estudo Pomológico dos Frutos Indígenas do Rio Grande do Sul.
Livro Chlorideae do Estado de São Paulo Gramineae.
Flora Ilustrada Canadense Fascículo Sant – I Parte: Santaláceas.
O Eng° Agr° Joaquinense, João Rodrigues Mattos tentou de diversas formas criar em sua cidade natal, o Museu da Madeira, mas infelizmente não conseguiu realizar este sonho. Lamentamos sua partida. Força para sua família e amigos.






