O influenciador Agenor Tupinambá se despediu da capivara Filó, que a mantinha como animal de estimação e mostrava sua rotina nas redes sociais. Ele precisou entregá-la ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Agenor, que tem 23 anos, ficou muito conhecido pelas redes sociais sobre a relação com o animal, mas virou alvo de polêmica após ser denunciado por suspeita de abuso, maus-tratos e exploração animal. Após a repercussão do caso, muita gente criticou o IBAMA pela decisão, mas o órgão se pronunciou no Twitter sobre o ocorrido e explicou o porquê de tomarem tal decisão, além de revelarem que Agenor foi autuado por quatro motivos que interferiam na fauna, e a ação foi para resguardá-la.
“Durante operação de combate a irregularidades relacionadas ao uso da fauna silvestre realizada em todo o país, o Ibama identificou perfis em redes sociais nos quais está caracterizada exploração indevida de animais. Uma delas, feita no dia 18 de abril, ganhou repercussão nacional, – o caso do influenciador digital Agenor Tupinambá”, iniciou a instituição.
“O jovem estudante de agronomia ficou conhecido por publicar vídeos em que interage com animais silvestres da Amazônia como cobras, capivara, preguiça-real, paca, papagaio, entre outros. Ao analisar o conteúdo das redes sociais do estudante, agentes ambientais do Ibama constataram que os animais eram retirados da vida livre e exibidos em situações incompatíveis com os hábitos das espécies como por exemplo banho com produtos de higiene humana, uso de roupas e ornamentos”, garantiu o pronunciamento.
POR QUE AGENOR FOU AUTUADO?
O IBAMA continuou: “Devido a essas publicações onde Agenor aparece interagindo com animais silvestres, ele foi autuado por quatro motivos:
1 – Morte de uma preguiça-real, situação confirmada por Agenor;
2 – Prática de maus-tratos contra animal silvestre (preguiça real);
3 – Uso de espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão de autoridade competente (capivara e papagaio);
4 – Exploração da imagem de animal silvestre mantido em situação de abuso (capivara) e irregularmente em cativeiro”.
“Ao autuar o jovem por práticas proibidas na legislação ambiental, o Ibama cumpre o papel de resguardar a fauna silvestre brasileira. A divulgação de imagens do uso de animais selvagens como animais domésticos estimula a vontade de as pessoas retirarem esses animais do seu habitat natural e, principalmente, incentiva o tráfico de animais silvestres”, declarou.


