As Riquezas produzidas em São Joaquim que estarão na 23° Festa Nacional da Maçã em São Joaquim

São Joaquim é um dos poucos locais do mundo a possuir quatro Indicações Geográficas que reconhece a qualidade e exclusividade de certos produtos.

As Riquezas produzidas em São Joaquim: Da Indicação Geográfica ao Selo Arte; Maçã Fuji, Vinhos de Altitude, Queijo Serrano, Mel, Frescal. Todos estes produtos que você precisa provar e que são exclusivos da Serra Catarinense de São Joaquim e você pode encontrar na festa da maçã.

Além do clima e das paisagens congelantes, São Joaquim se destaca das demais cidades do estado por outra característica. Ele é um dos poucos locais do mundo a possuir quatro Indicações Geográficas (IG), um selo que indica a qualidade e exclusividade de certos produtos produzidos por lá.

A maçã Fuji, os vinhos de altitude, o mel de melato de Bracatinga, o queijo artesanal serrano, além da carne frescal, que está em processo de certificação, são produtos únicos e que você não pode deixar de experimentar em sua viagem a São Joaquim.

O frio serrano do sul do país deu condições para que quatro regiões próximas de São Joaquim, em Santa Catarina, obtivessem selos de indicação geográfica: o mel de melato de bracatinga, a maçã fuji, o vinho de altitude e o queijo artesanal serrano. Um município de apenas 27 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas que mostra um caminho promissor para uma gastronomia refinada.

Através da diretoria do Sebrae/SC foi assinado o contrato para o processo de certificação do Frescal da Serra, produzido em São Joaquim, visando alcançar o registro no INPI como uma Indicação Geográfica (IG). Será o quinto produto da região a ser reconhecido como único, singular da cultura alimentar de um território, se juntando aos já certificados, o Mel de Melato da Bracatinga, Queijo Serrano, Maçã Fuji, e aos Vinhos de Altitude.

O selo de indicação geográfica destaca produtos que são reconhecidos por sua qualidade e tradição, tornando-os únicos no mundo. Esses produtos podem ser reconhecidos por sua denominação de origem (DO), quando a singularidade deles depende de características ambientais (como terreno, altitude, clima), ou por indicação de procedência (IP), quando um local torna-se conhecido por um produto que é tradicionalmente feito com qualidade na região.

Queijo artesanal serrano

Queijo Artesanal Serrano: um produto histórico produzido em São Joaquim

O queijo artesanal serrano foi o primeiro produto da região que engloba São Joaquim a conseguir o selo de identificação geográfica como denominação de origem, em março de 2020, com o nome IG Campos de Cima da Serra. Uma tradição de 200 anos, que chegou com os portugueses, o alimento adquiriu características específicas nas serras Catarinense e Gaúcha: a textura amanteigada, o aroma e sabor acentuados da maturação, que o diferencia de outros feitos no país.

“Um sabor mais forte, é mais saboroso. Quem costuma comer o queijo curado assim, vai ser difícil apreciar de novo o queijo normal”, diz o produtor Washington Cordova Muniz. Ele  e a esposa, Jesabel Machado, são donos da Queijaria Tropeiro Velho, de onde tiram o sustento da família. “Tudo o que produzo, vendo, e eu só trabalho com queijo”, afirma a produtora.

Queijo Artesanal Serrano é mais um produto que une cidades da Serra Catarinense e também municípios do Rio Grande do Sul pela história e tradição. E adiciona ao catálogo de São Joaquim mais um alimento com Identificação Geográfica.

A história da cultura queijeira na região remonta à época dos tropeiros e também da chegada de imigrantes açorianos, no século 19. Com algumas mudanças tecnológicas e sanitárias ao longo dos séculos, a produção ainda preserva seu modo de saber-fazer original, um dos motivos pelos quais o produto é reconhecido.

Exemplo disso é a família Rissi, da Queijaria Tio Tácio, em São Joaquim. A herança queijeira veio do patriarca tropeiro e passou de geração em geração. O processo de produção é totalmente artesanal e feito a partir do leite cru, característica do queijo serrano, de vacas criadas soltas em pasto nativo.

Com um percentual maior de gordura, o queijo serrano tem uma textura amanteigada e um sabor suave, dependendo do tempo de maturação. Quanto mais tempo maturando, mais firme ele fica e ganha um sabor levemente picante. Foi justamente com esse queijo mais maturado que a queijaria de São Joaquim conquistou o coração dos consumidores.

Em 2020, a Queijaria Tio Tácio conquistou o Selo Arte, um certificado de identidade e qualidade concedido pelo Governo Federal a produtos fabricados de forma artesanal. Desde então, pode comercializar a iguaria de São Joaquim por todo território brasileiro.

Você pode encontrar o Queijo Artesanal Serrano em alguns estabelecimentos de São Joaquim. Alguns deles são: a feira Exponeve, dentro do Parque Nacional da Maçã, a loja Souvenir da Serra e nos empórios 4 Estações e Toscano. Esses três últimos ficam no Centro da cidade.

O Queijo Artesanal Serrano combina bem com outras IGs de São Joaquim. O mais fresco, menos maturado, forma um bom par com o mel de melato de Bracatinga por cima. Já o mais maturado e intenso em sabor casa com os vinhos de altitude. Que tal experimentar essas combinações?

Maçã fuji

Entre os estados com produtos com o selo, está Santa Catarina com o Ig da maçã Fuji de São Joaquim.A Maçã Fuji de São Joaquim tem suas características únicas reconhecidas pelo registro de Indicação Geográfica. E as empresas de maçã de São Joaquim foram representar e mostrar o que tem de especial nesta fruta tão desejada pelo consumidor. Doces, redondas, bem vermelhas, suculentas e crocantes. Essas são características que permitiram à Maçã Fuji de São Joaquim, em Santa Catarina, receber o registro de Indicação Geográfica na categoria Denominação de Origem.

Na região de São Joaquim, a variedade fuji conseguiu características como coloração vermelha mais intensa, mais crocância, acidez marcante e mais suculência que outras variedades. Além disso, as 900 horas de frio por ano, com temperaturas abaixo de 7°C, dão à fruta um diferencial.

Tais características deram à maçã fuji da região de São Joaquim destaque no país e a comprovação com o selo de denominação de origem, em agosto de 2021, com o nome IG Região de São Joaquim. A área que conseguiu o selo tem 4.928 km² e inclui também os municípios de Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e Painel.

Em um ano em que as temperaturas foram mais baixas e o clima na região, mais seco no período de o crescimento da fruta, a produtora Lilia Martins conta que a maçã ficou ainda mais doce, apesar de não ter crescido tanto. “A fruta tem no meio o que se chama pingo de mel, que dá esse sabor diferente. Ela fica bem mais doce, mais saborosa”, detalha a produtora.

Vinhos de altitude

Santa Catarina vem se destacando no Brasil e também na América Latina, por causa de seus vinhos de altitude. Em 2021, a bebida produzida em 29 municípios, entre eles São Joaquim, recebeu a certificação de Indicação Geográfica (IG), que atesta a qualidade dos vinhos e sua diferenciação em comparação aos similares do mercado.

Além da região de São Joaquim, mais 28 municípios de Santa Catarina têm indicação geográfica, com o selo de indicação de procedência, com nome IG Santa Catarina, por seus vinhos de altitude.Um território de 19.676 km², que está entre 900 e 1.400 metros acima do nível do mar, produz uvas com características muito específicas, que deram singularidades aos vinhos.

Acima de 850 metros, há a maturação completa das uvas, que também passam por um período de dormência por causa das baixas temperaturas no inverno, o que torna o amadurecimento mais lento. O verão ameno, seco e com temperaturas que variam muito ao longo do dia, favorece a concentração de aromas e sabores.

Com isso, as vinícolas locais produzem diversos tipos de vinhos, como o fino, o nobre, o licoroso, o espumante natural, o moscatel, o espumante e o brandy.

Frescal: um cartão-postal de São Joaquim

O Frescal de São Joaquim já é considerado uma marca. Expressa a tradição e qualidade do produto numa receita tradicional, já utilizada por outros produtores e marcas. A Indicação geográfica acontece quando um produto é reconhecido por determinada característica, reputação, qualidade essencialmente vinculada a sua área geográfica de origem.

Ainda em processo para o reconhecimento da Identificação Geográfica, o Frescal é como um cartão-postal de São Joaquim. Foi no município que a família Zandonadi se tornou pioneira neste tipo de preparo. O frescal consiste em um processo de salga e maturação da carne, que a deixa suculenta.

Quando pronta, pode ir ao forno, para o tradicional carreteiro ou para a brasa, no bom e velho churrasco. Como a carne foi salgada e já perdeu certa quantidade de água, ela cozinha mais rapidamente. A maturação, por sua vez, é um processo natural de amaciamento. Embaladas a vácuo e mantidas à baixa temperatura por certo período de tempo, a carne fica macia, suculenta e tem seu aroma e sabor realçados.

Anteriormente a todo esse processo, a forma como o gado é criado tem grande responsabilidade na qualidade do produto. Em São Joaquim, a família Zandonadi cria o gado solto e com alimentação a base de pasto nativo da Serra Catarinense. Até ir para a vitrine do açougue, cada passo é acompanhado de perto. Embora ainda aguarde pela Identificação Geográfica, o Frescal de São Joaquim já conta com o Selo Arte. Com ele, a empresa Frigozan – da família Zandonadi – pode comercializar a carne para todo o Brasil.

Mel de Melato de Bracatinga: o ouro negro de São Joaquim

A produção do mel de melato de Bracatinga é como uma poção, que precisa de um tanto de combinações e outro tanto de magia para existir. Trata-se de um tipo diferente de mel e um produto único no mundo. Ele não é produzido pelas abelhas a partir do pólen das flores, mas sim a partir do resíduo de um inseto.

Funciona assim: as cochonilhas (um tipo de inseto) se fixam no tronco da Bracatinga, uma árvore da Mata Atlântica, para se alimentar de seiva. Após se alimentar, elas excretam o melato, um líquido adocicado que fica depositado na árvore. As abelhas, por sua vez, o utilizam como matéria-prima para a fabricação de mel.

Esse fenômeno ocorre a cada dois anos e é característico de áreas com altitude superior a 700 metros, na região Sul do Brasil. Entre as 134 cidades que o produzem em Santa Catarina, está São Joaquim.

Diferentemente de outros, esse mel é mais escuro, amargo e não cristaliza como o mel floral. Além de ser saboroso também é benéfico para a saúde, devido aos minerais e concentração de aminoácidos. E veja só: em Santa Catarina, mais de 90% da produção é exportada. Significa que quando tiver a oportunidade, precisará experimentar essa iguaria.

No Apiários Real, que há décadas trabalha com mel e seus derivados. Além de encontrar o mel de melato da Bracatinga, também terá à disposição bolachas, bolos e pães feitos com a iguaria única no mundo.

Se você tem planos de visitar a serra catarinense neste feriado, fique atento pois a Festa Nacional da Maçã 2023 está prestes a começar amanhã 7 de setembro até domingo. Este ano, o evento traz uma diversidade de atrações. Além da tradicional Mostra Nacional da Qualidade da Maçã, os visitantes terão a oportunidade de degustar os produtos da Indicação Geográfica ig), os Vinhos Finos de Altitude na Mostra Joaquinense e se encantar com a variedade de produtos na Mostra da Qualidade do Queijo Serrano e na Mostra do Mel da Serra Catarinense.

Garanta já sua presença! Os ingressos já estão à venda aqui.

Veja a Programação

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