A polêmica em torno do nome “Festa Nacional da Maçã” ganhou força após a cidade de Vacaria (RS) anunciar a realização de um evento com a mesma denominação, tradicionalmente vinculada a São Joaquim (SC). A situação gerou desconforto e críticas, já que São Joaquim promove a festa desde 1978, consolidando-se como Capital Nacional da Maçã e referência cultural e econômica da fruticultura brasileira. O uso do mesmo nome por outra localidade foi visto como um ato de desrespeito à história e à identidade construída pelo município catarinense ao longo de quase cinco décadas.
Diante disso, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Joaquim divulgou, nesta terça-feira (16), uma nota oficial manifestando repúdio à utilização do nome “Festa Nacional da Maçã” por outra cidade. O evento, segundo a entidade, é um patrimônio histórico e cultural que pertence exclusivamente a São Joaquim, município reconhecido nacionalmente como a Capital Nacional da Maçã.
Na nota assinada pela presidente da CDL, Maria Julia de Oliveira Silva, a entidade destaca que a Festa Nacional da Maçã foi construída ao longo de décadas como um marco para a valorização da produção local, da tradição dos agricultores e da identidade cultural joaquinense.
“O uso indevido desse nome por outra localidade desrespeita nossa história, ignora a relevância econômica e cultural da fruta em nossa região e causa prejuízos à imagem da festa e de São Joaquim”, afirma o documento.
A CDL reforçou ainda que a festa é exclusiva de São Joaquim e que não aceitará qualquer tentativa de apropriação do nome ou de sua tradição.
“Seguiremos defendendo, com firmeza, o que é de direito da nossa cidade e dos joaquinenses”, conclui a nota.
O posicionamento da CDL soma-se a outras manifestações já feitas por lideranças políticas, culturais e empresariais de São Joaquim, que buscam preservar a autenticidade e a tradição da Festa Nacional da Maçã, realizada pela primeira vez no município em 1978 e que já contou, ao longo de sua história, com a presença de diversos presidentes da República.
Veja a nota na íntegra:
