CRAS, CREAS, OAB, Poder Judiciário, Conselho Tutelar e rede municipal participaram de encontro sobre prevenção, acolhimento e proteção às mulheres.
O fortalecimento da rede de proteção às mulheres de São Joaquim foi o foco de uma roda de conversa realizada na quinta-feira, 1º de outubro, no Salão do Tribunal do Júri da Comarca. O encontro reuniu profissionais do CRAS, CREAS, OAB, Poder Judiciário, Conselho Tutelar e da rede municipal para discutir a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar.
A presença dessas instituições destacou a importância de uma atuação integrada no município. Cada serviço, dentro de suas atribuições, contribui para que situações de violência sejam identificadas e para que as mulheres recebam acolhimento, orientação e encaminhamento adequado.
Na assistência social, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) atua próximo às famílias e à comunidade, contribuindo para a prevenção e o acesso aos serviços. Já o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) oferece acompanhamento especializado em situações de violação de direitos, incluindo a violência doméstica.

A participação de representantes da OAB e do Poder Judiciário aproximou o debate dos mecanismos jurídicos de proteção e do acesso à Justiça. O Conselho Tutelar integra essa articulação quando crianças e adolescentes têm seus direitos ameaçados ou violados, inclusive em contextos de violência familiar. Os profissionais da rede municipal também contribuem para reconhecer situações de risco e orientar a busca por atendimento.
A atividade foi conduzida pela desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Um dos principais temas foi a Campanha Sinal Vermelho, que oferece às mulheres em situação de violência uma forma discreta de pedir socorro. A conversa buscou ampliar o conhecimento sobre a iniciativa e orientar a rede local sobre a importância de reconhecer o pedido de ajuda e encaminhar a situação aos serviços responsáveis.
“Estamos aqui hoje em São Joaquim fazendo um trabalho sobre prevenção à violência doméstica e familiar”, explicou Hildemar.
As medidas protetivas de urgência também foram abordadas como instrumentos para interromper ciclos de agressão e prevenir situações mais graves. A juíza Camila dos Santos Russi, da Comarca de São Joaquim, destacou que a disseminação das informações pode ampliar a capacidade da comunidade de acolher mulheres em situação de violência.
Para a desembargadora, a participação das instituições de São Joaquim é essencial para fazer com que as orientações cheguem à população.
“Conversamos com todos os parceiros da rede de São Joaquim para que eles também possam fazer um trabalho junto à comunidade, divulgando sobre a prevenção à violência doméstica e familiar”, ressaltou.
O encontro reforçou a importância da comunicação entre os serviços do município, para que o pedido de ajuda seja acolhido e tenha continuidade no atendimento. A integração entre assistência social, profissionais do Direito, Justiça, Conselho Tutelar e rede municipal contribui para ampliar a proteção às mulheres e às famílias de São Joaquim.
Fotos: Wagner Urbano
Assessoria de Imprensa Secretaria Municipal de Assistência Social Prefeitura de São Joaquim