São Joaquim é um dos principais exemplos dessa vocação. Maior produtor nacional de maçã, o município reúne características climáticas que favorecem o desenvolvimento dos pomares e a qualidade da fruta.
FAESC, SENAR e Sindicato Rural de São Joaquim
A maçã ocupa lugar de destaque na economia e na identidade de Santa Catarina. O Estado reúne condições naturais favoráveis à cultura e construiu, ao longo das décadas, uma cadeia produtiva que mobiliza produtores, trabalhadores, empresas de armazenamento e classificação, transportadores, indústrias e o comércio.
A relevância da atividade ganha atenção especial neste mês, que reserva o dia 21 de outubro à fruta. Em Santa Catarina, porém, a presença da maçã ultrapassa o calendário: gera renda no meio rural, sustenta empregos e integra a formação econômica e cultural de diferentes municípios, especialmente na Serra Catarinense.
São Joaquim é um dos principais exemplos dessa vocação. Maior produtor nacional de maçã, o município reúne características climáticas que favorecem o desenvolvimento dos pomares e a qualidade da fruta. A altitude elevada, o inverno rigoroso e as temperaturas adequadas ao ciclo produtivo se somam ao conhecimento acumulado pelos produtores e ao aperfeiçoamento constante das técnicas de manejo.

Gala e Fuji estão entre as principais variedades cultivadas. Da preparação dos pomares à colheita, a atividade mobiliza mão de obra durante diferentes períodos do ano.
A atividade, que também é destaque em municípios como Fraiburgo, Urubici, Urupema, Bom Jardim da Serra e Painel, entre outros, convive com desafios que interferem diretamente nos resultados das propriedades. Eventos climáticos, elevação dos custos, disponibilidade de trabalhadores e exigências crescentes do mercado demandam planejamento, eficiência produtiva e controle cada vez mais preciso da gestão.
Assistência técnica e formação no campo

Nesse cenário, produtores de frutas de todo o estado contam com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e também com a Formação Profissional Rural (FPR), iniciativas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais.
O presidente do Sindicato Rural de São Joaquim e vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, destaca que a maçã sustenta uma extensa cadeia econômica na Serra e exige elevado nível de organização dentro das propriedades. “A maçã está diretamente ligada à economia e à história de São Joaquim. Temos produtores com grande conhecimento da atividade, mas os desafios aumentaram e hoje não basta produzir bem. É preciso controlar custos, planejar cada etapa e tomar decisões mais assertivas com base na tecnologia da informação”.
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, aliar conhecimento técnico e gestão tornou-se fundamental para propriedades que precisam produzir com eficiência e preservar a rentabilidade. “A ATeG permite que o produtor conheça melhor os números da propriedade, identifique onde estão os principais custos e tome decisões com maior segurança. Ao mesmo tempo, leva novas tecnologias e orientações técnicas ao campo. Esse conjunto melhora a eficiência produtiva, a competitividade e a renda das famílias atendidas”, afirma.
Pedrozo também ressalta a relevância da maçã para o desenvolvimento econômico e social catarinense. “A pomicultura representa renda, emprego e permanência das famílias no campo. O estado construiu uma relação histórica com a maçã e hoje é referência nacional pela qualidade da produção e pela dedicação de seus produtores. Valorizar essa cadeia significa reconhecer a contribuição de milhares de famílias para a economia catarinense e criar condições para que a atividade continue forte e competitiva”, conclui.