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Início » economia » Empresas solucionam conflitos fora do Judiciário; com mais de 90% de acordos fechados e rapidez nas negociações

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Empresas solucionam conflitos fora do Judiciário; com mais de 90% de acordos fechados e rapidez nas negociações

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Última atualização: 6 de novembro de 2026 14:30
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5 min de leitura
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Balança dourada ao lado de livros sobre arbitragem, mediação, conciliação e Dispute Boards

Arbitragem, mediação e outros métodos extrajudiciais ganham espaço nas relações empresariais. Em dez anos, plataforma especializada registra R$ 124 bilhões em processos

Nesta matéria
  • Evento discute as três décadas da lei que transformou a resolução de conflitos
  • SERVIÇO:

A busca por alternativas à Justiça tradicional está transformando a maneira como as empresas brasileiras lidam com seus conflitos. Em um ambiente de negócios que exige cada vez mais agilidade, previsibilidade e segurança jurídica, métodos como arbitragem, mediação, conciliação e Dispute Boards vêm ganhando espaço como caminhos para solucionar controvérsias sem necessariamente recorrer ao Judiciário.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo a pesquisa Arbitragem em Números 2025, o valor total envolvido nas arbitragens iniciadas no Brasil em 2024 chegou a R$ 76 bilhões, um crescimento de 162% em relação a 2023.

Placa com a inscrição Métodos Extrajudiciais de Solução de Conflitos diante de um prédio

Outro indicador vem da Adam Tecnologia, empresa especializada em soluções tecnológicas para métodos adequados de solução de conflitos, que atende cerca de 90% das câmaras privadas do país. Com 25 anos de atuação no mercado, a empresa completa uma década de operação com seu sistema atual, que já viabilizou R$ 124 bilhões em processos envolvendo esses métodos.

“Os dados refletem uma transformação na cultura de gestão de conflitos. Em disputas que envolvem contratos, obras, relações societárias e operações comerciais, o tempo de resolução pode representar custos financeiros, comprometer projetos e desgastar as relações entre as partes”, destaca Roberto Adam, CEO da empresa e vice-presidente da FECEMA – Federação das Entidades de Conciliação, Mediação e Arbitragem, sediada em Santa Catarina.

Uma das empresas que utilizam essas ferramentas é a Irineu Imóveis, há 40 anos no mercado. “Nós usamos a arbitragem na negociação com clientes em dívida. Cerca de 98% dos clientes que vão para a câmara de mediação e arbitragem fecham a negociação. Antes, a gente judicializava tudo e tinha processos com mais de 20 anos. Agora é tudo mais rápido, porque ao fim da arbitragem é emitido um título executivo, o que nos traz garantia e segurança jurídica”, explica Ticiane Machado Belmonte do Prado, sócia e gerente administrativa da empresa.

Ampulheta e tela com a indicação de mais de 90% de acordos

A construtora Rôgga, do norte de Santa Catarina, também relata uma experiência positiva com a Câmara de Mediação e Arbitragem de Joinville. “A sólida experiência, a firmeza técnica e a excelência da mediadora na condução das negociações foram determinantes para criar um ambiente de diálogo seguro e construtivo. Graças a esse trabalho, alcançamos um encaminhamento muito favorável e um desfecho que atendeu plenamente às nossas expectativas”, relata Alessandro Thomas Merkle, diretor administrativo e financeiro da empresa.

Evento discute as três décadas da lei que transformou a resolução de conflitos

Em 2026, a Lei nº 9.307/1996, conhecida como Lei de Arbitragem, completou 30 anos. O marco é uma oportunidade para avaliar os avanços conquistados pelo setor e discutir os próximos caminhos da resolução extrajudicial de conflitos no Brasil.

Tecnologia, inteligência artificial, expansão das câmaras privadas, práticas colaborativas e novas formas de prevenção de disputas estão entre os temas que fazem parte dessa transformação.

É nesse contexto que a FECEMA realiza, nos dias 12 e 13 de novembro, o XIV SECMASC – Seminário de Métodos Adequados de Solução de Conflitos. Com programação 100% on-line, o encontro reunirá especialistas de referência nacional para discutir os 30 anos da Lei de Arbitragem e os novos caminhos para o setor.

Cartaz do XIV SECMASC, seminário on-line nos dias 12 e 13 de novembro de 2026

A programação começa na quinta-feira (12), com uma conversa especial sobre as três décadas da Lei de Arbitragem, com Asdrubal Nascimento de Lima Júnior e Gabriel de Britto Silva.

Na sexta-feira (13), os debates abordarão mediação e práticas colaborativas, Dispute Boards aplicados à construção civil e ao mercado imobiliário, e mediação empresarial preventiva. A programação inclui ainda dois workshops gratuitos: um dedicado ao futuro das câmaras privadas, com discussões sobre tecnologia, inteligência artificial, credibilidade e sustentabilidade, e outro com um estudo de caso prático sobre Dispute Boards.

Mais do que discutir instrumentos jurídicos, o seminário pretende ampliar o debate sobre como empresas, profissionais e instituições podem desenvolver uma nova cultura de prevenção e administração de conflitos.

SERVIÇO:

XIV SECMASC – Seminário de Métodos Adequados de Solução de Conflitos
Data: 12 e 13 de novembro de 2026
Formato: 100% on-line
Realização: FECEMA – Federação das Entidades de Conciliação, Mediação e Arbitragem.
Inscrições: workshops gratuitos, mediante inscrição prévia. Palestras e painéis gratuitos para filiados e associados à FECEMA, estudantes e professores. Para profissionais em geral, R$ 50; apoiadores e patrocinadores, R$ 35.
Informações e inscrições: https://fecema.org.br/secmasc/

Cartaz com valores das palestras e informações sobre os workshops gratuitos do XIV SECMASC

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