A campanha de vacinação contra a gripe começa na próxima segunda-feira, dia 10, em todos os municípios catarinenses e segue até o dia 31 de maio de 2023. Este ano, a Campanha será realizada em uma só etapa para todos os grupos prioritários, sem divisão por fases, e a meta é vacinar pelo menos 90% de cada um desses grupos. Em 2022, a cobertura vacinal ficou em 63,4%.

Segundo a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), Arieli Fialho, o maior desafio deste ano é alcançar a meta de vacinação, já que houve uma queda nas coberturas vacinais, afetando também a vacinação contra a influenza. Com o outono já iniciado e o inverno se aproximando, período de aumento da circulação dos vírus respiratórios, como o da gripe, é importante que a população mais vulnerável, como crianças, idosos e gestantes, esteja protegida contra a doença, para evitar casos graves, hospitalizações e mortes.
O público-alvo da Campanha em Santa Catarina é de 2.887.025 milhões de pessoas, formado por grupos prioritários, incluindo crianças de 6 meses a 5 anos de idade, trabalhadores da saúde, gestantes e mães até 45 dias após o parto, idosos com 60 anos ou mais, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.
A vacina oferecida este ano é a trivalente e protege contra três subtipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e influenza B. Ela pode ser aplicada junto com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, inclusive a da Covid-19.
A gripe é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório. Pessoas infectadas com o vírus influenza podem ter desde sintomas leves a sintomas graves, que podem levar à internação e morte. A vacinação é uma das medidas mais eficazes para prevenir o agravamento do quadro, evitando hospitalizações e mortes. Além da vacinação, outras medidas devem ser adotadas para reduzir a transmissão do vírus, como lavar as mãos com frequência, utilizar lenço descartável ou o antebraço ao tossir ou espirrar, evitar tocar olhos, nariz e boca, entre outras.
Em 2023, o estado de Santa Catarina registrou 35 casos da doença, a maior parte por influenza A (H1N1); e seis mortes. Para mais informações, acesse o boletim epidemiológico.


