Uma das professoras da creche que foi alvo de um assassino em Blumenau passou mal um dia depois do ataque e precisou ser submetida a uma cirurgia. A mulher sofreu um infarto, contou a assessora jurídica da unidade de ensino, Patrícia Kasburg. Sem histórico de doenças, a profissional teria ficado em choque com o episódio. Ela estava no local no momento do crime.

A informação foi confirmada na entrevista coletiva à imprensa neste sábado (8). Patrícia revelou também que a professora de 60 anos precisou passar por um procedimento para colocar um cateter no coração. A princípio, a docente está fora de perigo. Ela foi levada às pressas para o hospital na quinta-feira (6), dia em que os quatro pequenos foram sepultados.
Colegas que também estavam trabalhando no momento do ataque falaram sobre o trauma que ficou durante a entrevista coletiva. A professora Jennifer Ferreira, que acompanhava os alunos no parquinho no instante em que o autor pulou o muro e atacou as vítimas com uma machadinha, disse que toda a ação durou segundos. Havia cerca de 25 crianças em atividade na área externa invadida.
As professoras correram com os estudantes, que foram trancados em vários cômodos, incluindo o banheiro, para terem as vidas poupadas. Ao todo, quatro alunos morreram e cinco ficaram feridos.
Os mortos foram Bernardo Cunha Machado, de cinco anos, Bernardo Pabst da Cunha, de quatro, Larissa Maia Toldo, de sete, e Enzo Marchesin Barbosa, de quatro anos. Os feridos se recuperam em casa.
Atualização
Uma professora da creche de Blumenau, onde quatro crianças foram mortas após um ataque na quarta-feira (5), recebeu alta hospitalar após sofrer um infarto. A informação foi divulgada pela instituição de ensino, em uma rede social, neste sábado (8).
Segundo a escola, a professora buscou atendimento médico com problemas cardíacos, ainda na quarta-feira (5) a noite. A profissional realizou exames que constataram que ela sofreu um infarto agudo do miocárdio.
O quadro foi desenvolvido, possivelmente, por conta do “trauma emocional de ter presenciado a tragédia”, informou a escola na publicação.
A professora, que recebeu alta no sábado, segue medicada e em tratamento. “Pedimos oração pela sua recuperação”, escreveu a instituição.


