Um novo tornado foi registrado na tarde desta quinta-feira (6) no Rio Grande do Sul. O fenômeno passou entre o município de Pedro Osório e a região de Pelotas, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual.
O Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado informou que o tornado esteve associado a uma supercélula — tempestade caracterizada por uma estrutura de rotação — e atingiu a região de Matarazzo, em Pedro Osório, por volta das 17h15. Vídeos feitos por moradores indicaram a passagem do fenômeno e registraram destelhamentos.
O fenômeno registrado em Pedro Osório representa o segundo tornado confirmado no Rio Grande do Sul em semanas consecutivas. A ocorrência desta quinta-feira foi confirmada pela Climatempo Meteorologia com base em informações da Defesa Civil do estado.
O fenômeno registrado em Pedro Osório representa o segundo tornado confirmado no Rio Grande do Sul em semanas consecutivas. A ocorrência desta quinta-feira foi confirmada pela Climatempo Meteorologia com base em informações da Defesa Civil do estado.
‘Corredor de tornados’: por que o RS é a 2ª região do mundo mais favorável ao fenômeno
O registro de um tornado no interior de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, na quinta-feira (6), marcou a segunda semana consecutiva com a ocorrência do fenômeno no estado. O evento extremo, gerado durante a passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical, reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade do território gaúcho a tempestades severas.
Antes de Pedro Osório, municípios do Noroeste gaúcho já haviam sido atingidos por um tornado em 28 de julho. Desta vez, a instabilidade que acompanhou o fenômeno provocou rajadas de vento de até 120,4 km/h em Porto Alegre, destelhamentos e quedas de árvores. Em Montenegro, na Região Metropolitana, um motociclista de 33 anos morreu atingido por uma árvore na RS-124.
A repetição de tornados em um curto intervalo tem explicação geográfica. O Rio Grande do Sul integra o chamado corredor de tornados da América do Sul. A região é considerada a segunda mais favorável do planeta para a formação desses fenômenos, atrás apenas da área central dos Estados Unidos.
Nessa faixa do continente, ocorre o choque frequente entre o ar quente e úmido vindo da Amazônia e as massas de ar frio que avançam do sul. Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar, formando a coluna de ar em rotação que liga a nuvem ao solo.
“Aumenta a chance de ocorrência de tornado no RS quando você tem maior contraste, uma frente quente, com instabilidade elevada”, afirma o climatologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Francisco Eliseu Aquino.
No caso desta semana, o gatilho foi a formação de um ciclone extratropical no oceano. A pressão atmosférica caiu acentuadamente, chegando a 997 hectopascais (hPa) em Pelotas. A Climatempo Meteorologia explica que valores abaixo de 1000 hPa indicam alto potencial para nuvens muito carregadas.
Essa queda brusca de pressão gerou uma supercélula, uma nuvem de grande extensão com movimento giratório. Foi do prolongamento da base dessa supercélula que o funil do tornado tocou o solo no Sul do estado.


