Estou doente e agora? – Psicóloga Leilane Souza explica o que fazer

Diferente do que as pessoas acreditam o hipocondríaco não é aquela pessoa que toma remédio toda a hora, mas sim aquela que pensa frequentemente que tem alguma doença grave. Aproximadamente 10 milhões de brasileiros sofrem com medo de estar com alguma doença séria, ou desconfiam quando fazem exames médicos e mostram que eles não têm nada grave. Então essas pessoas ficam em uma vigilância aumentada em relação a saúde delas, passando a maior parte do tempo coçando, apalpando, analisando dando uma atenção exagerada para o corpo sofrendo com medo de serem portadores de uma doença.

Esse grupo de pessoas necessitam de reafirmações passando por vários médicos, pedindo para amigos e familiares que os tranquilizem que está tudo bem. Ficando em um pensamento obsessivo, sendo que a pessoa não deixa de pensar em sua saúde, gerando um sofrimento que interfere significativamente no meio pessoal e social.

O transtorno hipocondríaco acabou crescendo ainda mais com as pesquisas na internet, já que o acesso as informações das doenças ficaram ainda mais fácil. Estudos apontam que 75% da população adulta sentem algum tipo de dor durante a semana, o normal e sadio é que não percebemos o nosso corpo a maior parte do tempo. Então se a pessoa precisa ter uma preocupação excessiva o tempo todo com o seu corpo, está se observando continuamente, sabe tudo o que acontece no seu organismo, deixa de fazer as atividades do seu dia-a-dia, isso já começa a incluir a pessoa no grupo dos hipocondríacos.

É importante ressaltar as pessoas que sofrem desse transtorno elas não simulam a doença, mas sofrem como se elas tivessem realmente doentes. Por isso é importante buscar a avaliação de um profissional, que o ajude a diminuir e controlar os sintomas.

Psicóloga Leilane Souza | CRP-12/18136

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