Primeira exposição ao coronavírus pode não produzir memória imune

Pesquisadores da Fiocruz constataram que a memória para resposta imune do coronavírus — que impediria uma nova infecção — pode não acontecer em casos brandos. A descoberta se deu após o sequenciamento dos genótipos do vírus. O trabalho reforça a noção de que a reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e que é algo comum entre vírus respiratórios, enfatizando que a primeira exposição ao vírus não é formadora de memória imune

“Casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostos ao vírus, poderão ter novamente uma infecção. Desta vez, pode ser que o quadro se agrave e que essa infecção seja mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa. Por isso, o alerta à população sobre a imunidade para o coronavírus. Em alguns casos, as respostas imunes podem ser fortes num primeiro momento, mas não significa que elas sejam duradouras”, explica o coordenador do estudo, Thiago Moreno.

Fonte: Fiocruz

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